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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Monteiro Lobato: A caçada da onça (1924)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 23/01/2026.
A caçada da onça é um livro infantil de aventura do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em 1924 pela Companhia Gráfico Editora Monteiro Lobato. É o quarto volume de 4 títulos da série Narizinho. Em 1933, Monteiro Lobato ampliou a narrativa, dando origem ao livro Caçadas de Pedrinho. | Álbum de Capas do Autor | 

Após o leitão Rabicó encontrar rastos de uma onça, o garoto Pedrinho decide caçá-la, com a ajuda de sua prima Narizinho e dos bonecos Emília e Visconde.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Monteiro Lobato: Narizinho Arrebitado (1921)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 27/09/2024.
Narizinho Arrebitado é um romance infantil de fantasia do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em abril de 1921 pela editora Monteiro Lobato & Cia. Trata-se de uma edição ampliada (segunda e terceira parte) de seu livro anterior, A menina do narizinho arrebitado (1920). Posteriormente, as histórias foram reescritas e incorporadas ao livro As reinações de Narizinho (1931). | Álbum de Capas do Autor |

Durante um sonho, Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, viaja com sua boneca de pano Emília para o Reino das Águas Claras, um lugar encantado debaixo do ribeirão do sítio de sua avó, onde vive os mais encantadores personagens como Príncipe Escamado, Dona Aranha Costureira, Doutor Caramujo e o Major Agarra. Em meio a um lindo baile palacial, eles terão que enfrentar o terrível Escorpião Negro. Em outro sonho, Narizinho viaja para o Reino das Abelhas, mas no caminho terá que enfrentar o assaltante Tom Mix.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Monteiro Lobato: A doença do Visconde | A madeira que vive | A pescaria da Emília | A visita da Cinderela | O burro falante | O casamento da Emília | O jantar com o saci | Os sete leitõezinhos (Década de 1980)

Na década de 1980 (após 1984), a Circo Editorial publicou uma coleção de livros chamada O Sítio do Picapau Amarelo, com adaptações de algumas histórias infantis do escritor brasileiro Monteiro Lobato para crianças menores. | Álbum de Capas do Autor | O diferencial da coleção eram as imagens que acompanhavam o texto simplificado: ocupando integralmente as páginas as imagens eram fotografias de Leonardo Crescenti tiradas sobre cenários e bonecos criados pelos artistas plásticos Rubens Matuck e Roseli Nakagawa. Esse trabalho artístico foi coordenado (edição de arte) por Toninho Mendes, fundador da Circo Editorial. Foram 8 títulos publicados, com 16 páginas cada: A doença do Visconde, A madeira que vive, A pescaria da Emília, A visita da Cinderela, O burro falante, O casamento da Emília, O jantar com o saci e Os sete leitõezinhos. 

A doença do Visconde | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |
A doença do Visconde | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti | Álbum de Capas da Coleção |

A madeira que vive | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |
A madeira que vive | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |

A pescaria da Emília | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |
A pescaria da Emília | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |

A visita da Cinderela | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |
A visita da Cinderela | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |

O burro falante | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |
O burro falante | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |

O casamento da Emília | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |
O casamento da Emília | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |

O jantar com o saci | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |
O jantar com o saci | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |

Os sete leitõezinhos | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |
Os sete leitõezinhos | Monteiro Lobato | Editora: Circo Editorial | São Paulo-SP | Coleção: O Sítio do Picapau Amarelo | Década de 1980 | Bonecos e cenários: Rubens Matuck e Roseli Nakagawa | Fotografia: Leonardo Crescenti |

domingo, 20 de janeiro de 2019

Monteiro Lobato: O pinguim que andou de bonde (2019, fragmento)

O pinguim que andou de bonde é um fragmento (trecho) do livro A Barca de Gleyre do escritor brasileiro Monteiro Lobato [+capas], publicado separadamente no Brasil em janeiro de 2019 pela editora FTD. Direcionado para crianças a partir de 3 anos ou em processo de alfabetização, é um livro curto (32 páginas) e com muitas ilustrações, permitindo assim que crianças nessa faixa etária sejam apresentados ao universo lobatiano. A história sobre os pinguins é uma história verdadeira que aconteceu com Monteiro Lobato enquanto ele passava férias no litoral paulista (Itanhaém, Santos, São Vicente) em julho de 1915. Ele mencionou a história em duas cartas que enviou para seu amigo Godofredo Rangel, datada de 3 e 15 de julho de 1915. Essas cartas podem ser lidas completas no livro A Barca de Gleyre (1944), que reproduz uma série de cartas que Monteiro Lobato escreveu para Godofredo Rangel durante 40 anos (1903-1943).

Em uma praia de São Vicente, Lobato encontra um pinguim de asa quebrada e quer levá-lo para casa, de bonde, mas o motorneiro do bonde não gosta muito da ideia. (FTD, 2019)

O pinguim que andou de bonde. Monteiro Lobato. Editora FTD. Coleção Meu Primeiro Lobato. Janeiro de 2019. ISBN: 978-85-96-01701-5. Capa de Nelson Cruz (ilustração) e Bloco Gráfico (projeto gráfico). Ilustrações de Nelson Cruz. Fragmento de A Barca de Gleyre.
O pinguim que andou de bonde. Monteiro Lobato. Editora FTD. Coleção Meu Primeiro Lobato [+capas]. Janeiro de 2019. ISBN: 978-85-96-01701-5. Capa de Nelson Cruz (ilustração) e Bloco Gráfico (projeto gráfico). Ilustrações de Nelson Cruz. Fragmento de A Barca de Gleyre.

Referências:

Monteiro Lobato: O pintinho sura (2019, fragmento)

O pintinho sura é um fragmento (trecho) do livro Histórias de Tia Nastácia do escritor brasileiro Monteiro Lobato [+capas], publicado separadamente no Brasil em janeiro de 2019 pela editora FTD. Direcionado para crianças a partir de 3 anos ou em processo de alfabetização, é um livro curto (32 páginas) e com muitas ilustrações, permitindo assim que crianças nessa faixa etária sejam apresentados ao universo lobatiano. O pinto sura é o 29º conto popular de Histórias de Tia Nastácia (1937), que é uma seleção e adaptação de contos populares e folclóricos coletados pelo sociólogo brasileiro Sílvio Romero e publicados no livro Contos populares do Brasil (1885) (conto: O pinto pelado). 

Um pintinho anda triste pelo galinheiro. Ele é diferente dos outros pintinhos que vivem ali, porque não tem rabo. Por isso, sofre a perseguição de um frangote carijó. Cansado dessa vidinha sofrida, ele decide levar uma carta ao rei, encontrando pelo caminho uma raposa, um rio e um espinheiro. (FTD, 2019)

O pintinho sura. Monteiro Lobato. Editora FTD (São Paulo-SP). Coleção Meu Primeiro Lobato. Janeiro de 2019. ISBN: 978-85-96-01700-8. Capa de Marilda Castanha (ilustração) e Bloco Gráfico (projeto gráfico). Ilustrações de Marilda Castanha. Fragmento de Histórias de Tia Nastácia.
O pintinho sura. Monteiro Lobato. Editora FTD (São Paulo-SP). Coleção Meu Primeiro Lobato [+capas]. Janeiro de 2019. ISBN: 978-85-96-01700-8. Capa de Marilda Castanha (ilustração) e Bloco Gráfico (projeto gráfico). Ilustrações de Marilda Castanha. Fragmento de Histórias de Tia Nastácia.

Referências:

quarta-feira, 14 de março de 2018

Monteiro Lobato: O Marquês de Rabicó (1922)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 14/03/2018,
com atualizações em 18/12/2022.
O Marquês de Rabicó é um livro infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em dezembro de 1922 pela editora Monteiro Lobato & Cia, com o título O Marquez de Rabicó e com o subtítulo Terceira Parte da Menina do Narizinho Arrebitado. É uma continuação direta de A menina do narizinho arrebitado (1920) e sua edição ampliada, Narizinho Arrebitado (1921). Em 1931, Monteiro Lobato incorporou vários de seus livros infantis da década de 1920 em um único volume chamado As reinações de Narizinho. Assim, O Marquês de Rabicó passou por revisões e se tornou o terceiro capítulo desse livro, forma pelo qual é publicado até os dias atuais. | Álbum de Capas do Autor |

Nessa história, o porquinho Rabicó descobre como ele escapou do forno para se tornar o animal de estimação de Narizinho. Aqui, Emília finalmente aceita se casar com Rabicó, convencida por Narizinho de que o leitão foi marquês e das vantagens do arranjo que realizaria seu sonho de se tornar princesa. No episódio, Pedrinho ainda cria o Visconde de Sabugosa a partir de um sabugo de milho. [fonte: site Editora FTD]

O Marquês de Rabicó | Monteiro Lobato | Editora: Instituto Pegaí Leitura Grátis | Coleção: Aproxima | Outubro 2019 |
O Marquês de Rabicó | Monteiro Lobato | Editora: Instituto Pegaí Leitura Grátis | Coleção: Aproxima | Outubro 2019 | ISBN: 978-65-81044-00-8 | Capa: Victor Matheus | Ilustrações: - | Álbum de Capas da Coleção | 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: O saci (1921) - 1ª Versão

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 19/12/2017.
Última atualização: 24/06/2025.
O saci é um livro infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em 1921 pela editora Monteiro Lobato & Cia, com o título O sacy e subtítulo Livro de Figuras. O saci é uma continuação de A menina do narizinho arrebitado (1920). Em 1932, Monteiro Lobato reformulou o texto de O saci, aumentando-o de 9 para 33 capítulos. Nessa postagem as capas visualizadas são da primeira versão de O saci, para as capas publicadas a partir da ampliação de 1932, acesse esse link]. | Álbum de Capas do Autor |

Pedrinho, o neto de Dona Benta que mora na cidade, vem passar as férias escolares no sítio da avó. Após uma conversa com Tio Barnabé, Pedrinho decide capturar um saci. E seguindo as instruções dele, o garoto consegue realizar a façanha. Assim, ele acompanha o folclórico ser no mistério da noite na floresta, onde consegue ver outros sacis, e ocultamente, um lobisomem, uma mula sem cabeça, a Cuca e a Iara.

O sacy | Edição Fac-símile | Monteiro Lobato | Editora: Graphien | Junho 2022 |
O sacy | Edição Fac-símile | Monteiro Lobato | Editora: Graphien | Junho 2022 - atualmente | ISBN: 978-65-00-40000-7 | Capa: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Organização: Magno Silveira | Posfácio: Cilza Carla Bignotto (O Sacy, um hérói brasileiro) | Posfácio: Valdimir Sacchetta (O Saci-pererê, trajetória de um inquérito) | Posfácio: Marisa Lajolo (A Fantasia nacionalizada) | Posfácio: Magno Silveira (Um boêmio entre sacis) | 
*site da obra verificado em junho 2025:
<https://www.osacy.com.br/> [arquivo do link]

O sacy. Monteiro Lobato. Companhia Editora Nacional. 1928 (3ª edição). Capa de J.G. Villin (Jean Gabriel Villin). Ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
O sacy | Monteiro Lobato | Editora: Companhia Editora Nacional | Coleção: Biblioteca de Narizinho | 1928 | Capa: J. G. Villin (Jean Gabriel Villin) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) | 

O sacy. Monteiro Lobato. Editora Monteiro Lobato & Cia. 1921 (1ª edição). Capa e ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
O sacy | Monteiro Lobato | Editora: Monteiro Lobato & Cia | Abril 1921 | Capa: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) |

domingo, 17 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: Fábulas de Narizinho (1921) e Fábulas (1922) - 1ª Versão

Fabulas de Narizinho. Monteiro Lobato. Editora Monteiro Lobato & Cia (São Paulo-SP). 1921. Ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
Primeira Edição
Fábulas de Narizinho (Fabulas de Narizinho, na grafia da época) é uma antologia infantil de 29 fábulas selecionadas pelo escritor brasileiro Monteiro Lobato e publicado originalmente no Brasil em 1921 pela Monteiro Lobato & Cia - Editores. No ano seguinte, o autor publicou uma nova edição ampliada com 77 fábulas, alterando o título do livro para Fábulas (Fabulas, na grafia da época).

Os livros reúnem fábulas clássicas dos fabulistas Jean de La Fontaine (1621-1695, França) e Esopo (620 a.C.-564 a.C., Grécia), destacando as lições de moral de cada fábula em itálico. Além disso, Monteiro Lobato trouxe algumas fábulas inéditas de sua própria autoria. Em relação ao texto das fábulas clássicas, no final da primeira edição de Fábulas, Lobato escreveu um texto chamado "Advertência", onde menciona que deu uma forma sua às velhas fábulas de Esopo e La Fontaine, mirando contribuir para a criação da fábula brasileira, utilizando nelas a "nossa natureza e os nossos animais, sempre que isso for possível". Ele já havia mencionado essa intenção em 1916, em carta para Godofredo Rangel: "Ando com várias ideias. Uma: vestir à nacional as velhas fábulas de Esopo e La Fontaine, tudo em prosa e mexendo nas moralidades. Coisas para crianças. (...) Ora, um fabulário nosso, com bichos daqui em vez dos exóticos, se for feito com arte e talento dará coisa preciosa." 

As capas apresentadas nessa postagem são das edições anteriores a 1943 (por isso, o título da postagem traz a expressão "1ª Versão"), já que a partir da edição desse ano (8ª Edição) o livro passou por uma reformulação para incluir na narrativa os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, que já estavam consolidados na literatura infantil brasileira nessa época. Assim, a personagem Dona Benta passou a ser a narradora das fábulas, enquanto que os outros personagens do Sítio (Narizinho, Pedrinho, Emília, Visconde de Sabugosa e Tia Nastácia) comentavam sobre as fábulas narradas, tornando o texto mais dinâmico. Quanto as capas publicadas a partir de 1943, com os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, serão disponibilizadas em uma postagem posterior.


sábado, 16 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: A menina do narizinho arrebitado (1920) e Narizinho Arrebitado (1921)

a menina do narizinho arrebitado monteiro lobato
Google Fotos: Monteiro Lobato
A menina do narizinho arrebitado foi o primeiro livro infantil publicado pelo escritor brasileiro Monteiro Lobato, em dezembro de 1920, pela editora Monteiro Lobato & Cia. O livro foi incorporado posteriormente, em 1931, no livro As reinações de Narizinho. 

Em A menina do narizinho arrebitado, Monteiro Lobato apresenta pela primeira vez seus personagens do Sítio do Picapau Amarelo que se consagrariam posteriormente: a garota Lucia (ou Narizinho Rebitado), sua boneca de pano Emília, sua avó de 70 anos (que nesse primeiro livro ainda não tem nome) e a cozinheira Tia Anastácia. É interessante notar que nesse primeiro livro a boneca Emília ainda não fala, diferente de edições posteriores do mesmo livro e de outros livros com a personagem. 

Monteiro Lobato republicou a história em duas partes na sua "Revista do Brasil", nas edições de janeiro e fevereiro de 1921, logo após seu lançamento com livro em dezembro de 1920. Na revista a história foi publicada com o título "Lucia ou A menina do narizinho arrebitado". O livro foi um sucesso em sua primeira edição e isso empolgou o editor Monteiro Lobato. Por essa razão, ele reescreveu o livro, acrescentando muitas novas histórias (o número de páginas aumentou para 181, ante 43 da edição original). Assim, a boneca Emília começa a falar após tomar uma pílula do Doutor Caramujo e a avó de Narizinho ganha um nome, Dona Benta. 

Enquanto a obra original era cheia de ilustrações coloridas (o subtítulo da obra era "Livro de Figuras"), a nova edição ampliada era de um custo menor, sem gravuras coloridas e em papel jornal. Isso se deve porque Monteiro Lobato decidiu alcançar o público escolar, um dos maiores consumidores de livros infantojuvenis. O livro foi lançado em abril de 1921 com um novo título simplificado Narizinho Arrebitado e subtítulo "Segundo livro de leitura para uso das escolas primárias". Com a publicação de Narizinho Arrebitado, Monteiro Lobato arriscou como editor, já que, ao invés de imprimir os 5 ou 10 mil exemplares que já seria uma tiragem alta para a época, ele imprimiu 50.500 exemplares! Ele distribuiu 500 cópias para as escolas paulistas e o livro fez sucesso entre os alunos. Quando o governador do estado, Washington Luís, visitou algumas escolas e ficou impressionado com o interesse das crianças no título, solicitou a seu Secretário do Interior, Alarico Silveira, que entrasse em contato com o escritor e comprasse o livro para todas as escolas paulistas. Quando Lobato perguntou ao secretario a quantidade, ele brincou dizendo que queria uns 30.000! Qual foi a surpresa em receber posteriormente seu pedido completinho!

Na história, a menina orfã Lucia, cujo apelido é Narizinho Rebitado, vive num sítio com sua avó de setenta anos e uma empregada chamada Tia Anastácia. Ela tem uma boneca de pano "muito feiosa" chamada Emília. No fundo do quintal do sítio passa um ribeirão e é próximo a esse ribeirão que Lucia costuma tirar uma soneca. Certo dia, ela acorda de sua soneca e vê um peixe e um inseto conversando em cima de seu rosto. Ela descobre se tratar do Doutor Caramujo e do Príncipe Escamado, do Reino das Águas Claras. O príncipe convida Narizinho e sua boneca Emilia para conhecer o reino e lá elas vivem várias aventuras, inclusive com o Pequeno Polegar e a chata Dona Carochinha. Mas no final, ao escutar Tia Anástacia gritando seu nome, Narizinho descobre que tudo não passou de um sonho...

Na segunda parte adicionada, a história inicia com Narizinho e Emília chupando jabuticabas numa tarde. Sem querer, Narizinho acaba colocando na boca uma jabuticaba que tinha uma vespa dentro e leva uma ferroada na língua. Desesperada com a dor, Narizinho acaba esquecendo a boneca debaixo da árvore, que acompanha a morte e o enterro da vespa. Posteriormente, Narizinho dá a falante boneca Emília o título de Condessa de Três Estrelinhas e ambas recebe um convite da Rainha das Abelhas para visitar o seu reino. Ela e Narizinho visitam o mundo dos insetos, mas novamente no final Lobato termina escrevendo que tudo não passou de um sonho da menina.

Posteriormente, quando Monteiro Lobato percebeu que estava criando um novo mundo onde fantasia e realidade se misturavam plenamente, ele abandonou a ideia de que todas as aventuras fantasiosas no Reino das Águas Claras e no Reino das Abelhas fossem sonhos da menina, passando a indicar que toda a aventura aconteceu realmente para a menina e a boneca. Mais tarde, quando Monteiro Lobato incorporou a maioria de seus livros infantis da década de 1920 e começo da década de 1930 num só livro chamado As reinações de Narizinho (1931), a história de A menina do narizinho arrebitado passou a ser o capítulo "Narizinho Arrebitado", enquanto que a segunda parte publicada na edição escolar Narizinho Arrebitado passou a ser o capítulo "O Sítio do Picapau Amarelo". Apesar de ter uma participação insignificante, na segunda parte de Narizinho Arrebitado Lobato apresentou um novo personagem no universo que estava começando a criar: Pedrinho, outro neto de Dona Benta, um garoto de dez anos que vive na cidade grande e que viria passar as férias escolares no Sítio do Picapau Amarelo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Monteiro Lobato: Coleção Rocambole, adaptações: Narizinho Arrebitado - A pílula falante - As jabuticabas - O Sítio do Picapau Amarelo - Pedrinho e o saci - O nascimento do Visconde - O casamento da Emília - A visita do Príncipe - Miss Sardine - E era onça mesmo! - Assembleia na mata - Os espiões da Emília (1991)

Google Fotos: Monteiro Lobato
Google Fotos: Rocambole (Brasiliense)
Rocambole: Aventura de Viver foi uma coleção publicada pela editora Brasiliense em 1991 que traziam adaptações fragmentos selecionados de três livros infantis de Monteiro Lobato: Reinações de Narizinho, O saci e Caçadas de Pedrinho. 

O público alvo eram crianças em processo de alfabetização, permitindo assim que elas fossem apresentadas ao universo lobatiano através de livros curtos (em média 20 páginas) e ricamente ilustrados por Moacir Rodrigues ou Paulo Von Poser. O catálogo da coleção foi formado com 12 títulos e continuou sendo editado pela Brasiliense até 2005.

Os títulos da coleção foram:

- de Reinações de Narizinho: Narizinho arrebitado - A pílula falante - As jabuticabas - O nascimento do Visconde - O casamento da Emília - A visita do Príncipe - Miss Sardine.

- de O saci: O Sítio do Picapau Amarelo - Pedrinho e o saci.

- de Caçadas de Pedrinho: E era onça mesmo! - Assembleia na mata - Os espiões da Emília. 

Todas as sinopses nessa postagem foram extraídas das contracapas dos respectivos livros.

sábado, 31 de outubro de 2015

Capas dos primeiros livros infantis de Monteiro Lobato (década de 1920)

Desenho introdutório de Voltolino para o livro A menina do narizinho arrebitado, 1920

"Que é que as nossas crianças podem ler? Não vejo nada. (...) É de tal pobreza e tão besta a nossa literatura infantil, que nada acho para a iniciação de meus filhos".
(Monteiro Lobato)

É impossível pensar em literatura infantil brasileira sem vir à mente o nome de Monteiro Lobato. José Renato Monteiro Lobato nasceu em nasceu em 18 de abril de 1882 (e em homenagem a ele que comemora o Dia Nacional do Livro Infantil em 18 de abril) na cidade paulista de Taubaté. Após receber do pai uma bengala que tinha as iniciais J.B.M.L. gravadas, mudou seu nome para José Bento. Em 1904, diplomou-se bacharel em Direito e em 1908, casou-se com Maria Pureza da Natividade de Souza e Castro, a Purezinha, com quem teve quatro filhos (Marta, Edgar, Guilherme e Rute). O grande escritor veio a falecer às 4 horas da madrugada do dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos, após um espasmo cerebral.

Sua estreia em literatura infantil aconteceu em dezembro de 1920 com o lançamento do livro A menina do narizinho arrebitado. Com apenas 43 páginas e ricamente ilustrado pelo paulistano Voltolino (João Paulo Lemma Lemmi, 1884-1926), o livro logo se tornou um grande sucesso, esgotando-se rapidamente. O livro narra as aventuras de um órfã (Lúcia), neta de uma triste idosa (o personagem não é identificado por nome na narrativa). Elas moram num sítio, junto com a cozinheira negra Anastácia. Lúcia tem o terno apelido de Narizinho Rebitado. Todas as tardes, Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, vai passear com sua boneca de pano, Emília, no ribeirão que passa no fundo do pomar do sítio de sua avó. Num certo dia, depois de dar comida aos peixinhos, ela conhece um besouro de casacão e o Príncipe Escamado, rei do Reino das Águas Claras, que a convida para conhecer seu reino. Lá ela conhece personagens fabulosos e inacreditáveis, mas no final acorda desse fantástico sonho.

Com o sucesso do livro, Lobato decidiu lançar uma coletânea de 29 fábulas dos fabulistas Esopo (Grécia, século VI a.C.) e Jean de La Fontaine (França, 1621-1695). O livro é lançado em 1921 com o título Fábulas de Narizinho. Apesar do título do livro, Narizinho não é citada em nenhum momento. O livro apenas apresentava as fábulas, e talvez Lobato tenha usado o nome de Narizinho como estratégia para vendar mais livros, devido ao sucesso do livro anterior, A menina do narizinho arrebitado.

sábado, 8 de março de 2014

Monteiro Lobato: A contagem dos sacis (1947)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 8/3/2014.
A contagem dos sacis é um conto infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente na Argentina em 1947 pela editora Códex, com o título Los duendes. No Brasil, o livro foi publicado em 1947 pela editora Brasiliense, em tradução do próprio Monteiro Lobato. | Álbum de Capas do Autor | 

A grande festa da contagem é muito importante para a sacizada. Uma vez por ano, eles se encontram e o chefe do bando conta um por um, para ver se não está faltando ninguém. Por isso Pedrinho concordou em soltar o Saci e deixá-lo participar da reunião. Mas será que o danadinho vai querer voltar para a garrafa quando a festança terminar?
[fonte: contracapa da edição de, Globinho]

Monteiro Lobato: No tempo de Nero (1947)

No tempo de Nero é um livro infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente na Argentina em 1947 pela editora Códex, com o título En el tiempo de Néron. No mesmo ano, o livro foi publicado no Brasil pela editora Brasiliense. | Álbum de Capas do Autor | 

Na aventura, os personagens do Sítio do Picapau Amarelo querem conhecer a Roma Antiga. Dona Benta concorda com a viagem com a condição de visitarem o período governado por Marco Aurélio, que, segundo ela, era um homem nobre e sábio. Mas Emília, que achava os imperadores estourados muito mais interessantes, dá um jeito de levar todo mundo para o tempo do terrível Nero. Mal chegam a Roma, eles são presos por terem “cara de cristãos” e, graças a uma conversa divertidíssima entre Tia Nastácia e os soldados romanos, são condenados pelo pior crime da época. Enquanto o grupo é obrigado a enfrentar uma fera em plena arena do Coliseu, Emília trata de inventar um plano para tirar todo mundo daquela encrenca. [fonte: Editora Globinho, site] 

No tempo de Nero | Monteiro Lobato | Editora: Brasiliense | São Paulo-SP | 1947 | Capa: Eugênio Hirsh (ilustração) | Ilustrações: Eugênio Hirsh |No tempo de Nero | Monteiro Lobato | Editora: Brasiliense | São Paulo-SP | 1947 | Capa: Eugênio Hirsh (ilustração) | Ilustrações: Eugênio Hirsh |
No tempo de Nero | Monteiro Lobato | Editora: Globinho | Outubro 2013 - atualmente (2021) | ISBN: 978-85-250-5504-0 | Capa: Simone Matias (ilustração) | Ilustrações: Simone Mathias |

No tempo de Nero | Monteiro Lobato | Editora: Brasiliense | São Paulo-SP | 1947 | Capa: Eugênio Hirsh (ilustração) | Ilustrações: Eugênio Hirsh |
No tempo de Nero | Monteiro Lobato | Editora: Brasiliense | 1947 | Capa: Eugênio Hirsh (ilustração) | Ilustrações: Eugênio Hirsh |

Histórico:
Entre 1946 e 1947, Monteiro Lobato morou na Argentina. Enquanto viveu por lá, Lobato publicou 10 novos textos com a turma do Sítio do Picapau Amarelo pela editora Códex como "libritos juguetes" (livretos-brinquedos), livrinhos com pouco texto e muitas ilustrações. O projeto pretendia publicar tais livros tanto na Argentina (pela editora Códex) quanto no Brasil (pela editora Brasiliense). Monteiro Lobato não chegou a publicar todos os 20 títulos encomendados, mas No tempo de Nero foi um dos livros publicados. Apesar de ter reunido a maioria dessas narrativas em seu livro Histórias diversas, Lobato deixou de fora No tempo de Nero, juntamente com A contagem dos sacis. Após a edição de 1947, pela editora Brasiliense, o livro só voltou a ter uma nova edição no Brasil em 2013, pela editora Globinho, 66 anos após a publicação original. 

Títulos em outros idiomas: 
Espanhol: En el tiempo de Néron

Fontes:

Por Daniel Medeiros Padovani, publicado em 8 de março de 2014.

Monteiro Lobato: Histórias diversas (1947)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 8/3/2014.
 (atualizações posteriores para inclusão de capas de novas edições)
Histórias diversas | Monteiro Lobato | Primeira Edição | Editora Brasiliense | 1959 |
Histórias diversas
 é uma coletânea de 13 contos infantis e 1 peça teatral do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em 1947 pela editora Brasiliense, como segunda parte de Fábulas, na Obra Completa do autor. Em 1959, o título passou a ser publicado como livro independente. Histórias diversas é um dos 23 títulos da série literária Sítio do Picapau Amarelo. | Álbum de Capas do Autor | Álbum de Capas da Série |

Será que Emília é uma fada disfarçada de boneca? De onde vêm seus poderes mágicos e o dom de criar uma língua que todo mundo entende? Como se constrói um aparelho para enxergar o invisível? Esses e muitos outros segredos você vai descobrir nas páginas deste livro. As histórias de Monteiro Lobato mostram que no reino da fantasia tudo pode acontecer. [fonte: contracapa da edição de 2008, Globo] 

Monteiro Lobato: Fábulas (1943)

Primeira Edição
(Reformulada)
Fábulas é uma antologia infantil de 74 fábulas selecionadas e adaptadas pelo escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em 1943 pela Companhia Editora Nacional. O livro reúne fábulas clássicas do francês Jean de La Fontaine, dos gregos Esopo e Heródoto e do romano Fedro, além de trazer algumas escritas pelo próprio Monteiro Lobato, adaptando-as numa linguagem mais próxima da realidade brasileira e utilizando animais conhecidos pelas crianças do Brasil. Cabe resaltar que o autor já publicava um livro chamado Fábulas desde 1922, mas essas edições anteriores não traziam a interação dos personagens do Sítio do Picapau Amarelo na narrativa, apenas as fábulas. Somente a partir da 8ª edição (1943), Monteiro Lobato reformulou o livro para que Dona Benta passasse a ser a narradora das fábulas, e entre uma fábula e outra, ela dialogasse com os outros personagens do Sítio do Picapau Amarelo, tirando dúvidas, ouvindo comentários, analisando e criticando o texto fabuloso. Para visualizar as capas dessas edições anteriores a 1943 (8ª edição), acesse esse link: https://capasdelivrosbrasil.blogspot.com.br/2017/12/monteiro-lobato-fabulas-de-narizinho-fabulas.html.

As fábulas narram histórias em que os animais falam, têm características humanas e costumam enfrentar situações de confronto, perigo ou desafio. Monteiro Lobato queria levar esses contos para o público infantil e, em 1921, lançou Fábulas de Narizinho, livro que reunia as mais famosas fábulas de Esopo e La Fontaine e algumas lendas do folclore brasileiro. No ano seguinte, Lobato reuniu mais algumas histórias e lançou uma edição ampliada chamada apenas de Fábulas. Narradas por Dona Benta, essas histórias ganham um gostinho especial, principalmente com os comentários e perguntas de Narizinho, Pedrinho, Emília, Visconde de Sabugosa e toda a turma do Sítio. [fonte: orelha da edição de 2008, Editora Globo] As fábulas fazem parte do cotidiano de todas as crianças e passam de geração em geração. Quem não ouviu pelo menos uma vez na vida a história da cigarra e da formiga antes de dormir quando era criança? Ou quem sabe a história escolhida tenha sido aquela da galinha dos ovos de ouro? Ou sua preferida talvez seja aquela sobre a raposa e as uvas… ou talvez a do lobo em pele de cordeiro. Pode ser ainda que você seja fã mesmo é do universo encantado do Sítio do Picapau Amarelo. E que tal unir as duas coisas? Com uma roupagem bem brasileira, Monteiro Lobato reconta dezenas das mais famosas e inspiradoras histórias de Esopo e La Fontaine – além de algumas de sua autoria – em meio a uma conversa descontraída entre Dona Benta, Narizinho, Pedrinho e a famosa boneca de pano Emília. E não pense você que os personagens do Sítio do Picapau Amarelo são meros coadjuvantes; eles ouvem atentamente essas lições ancestrais e participam de maneira ativa e crítica das aventuras e descobertas. [fonte: Universo dos Livros] 

A obra infantil de Monteiro é composta de 23 títulos conforme ele organizou em 1947, pouco antes de sua morte:Reinações de Narizinho (1931), Viagem ao céu (1932), O saci (1932), Caçadas de Pedrinho (1933),Aventuras de Hans Staden (1927), Peter Pan (1930), História do Mundo para as crianças (1933), Emília no País da Gramática (1934), Aritmética de Emília (1935), Geografia de Dona Benta (1935), História das invenções (1935), Dom Quixote das crianças (1936), Memórias de Emília (1936), Serões de Dona Benta(1937), O poço do Visconde (1937), Histórias de Tia Nastácia (1937), O Picapau Amarelo (1939), O minotauro (1939), A reforma da natureza (1941), A chave do tamanho (1942), Os doze trabalhos de Hércules (1944), Fábulas (1943) e Histórias diversas (1947).


Nota: Em 27 de junho de 1945, Monteiro Lobato assinou contrato com a Editora Brasiliense para edição de suas Obras Completas. A partir daí, ele revisou toda sua obra (adulta e infantil). Em 1946 foi lançado a primeira série (literatura geral) de suas Obras Completas em 13 volumes, e, em 1947, a segunda série (literatura infantil) em 17 volumes. Essa última revisão de Lobato (o escritor faleceu pouco depois, em 4 de julho de 1948) é a base de todas as edições lançadas até os dias de hoje. A Editora Brasiliense publicou os livros de Monteiro Lobato de 1946 até 2006. A partir de setembro de 2007, o direito de publicação passou para a Editora Globo e a partir de 1 de janeiro de 2019, sua obra entrou em domínio público, possibilitando a publicação por várias outras editoras. Durante os 60 anos em que a obra ficou sobre a tutela da Editora Brasiliense, a editora tinha por prática publicar os livros lobatianos em duas frentes distintas: a publicação da obra individual (com capa ilustrada e individualizada) e a publicação de uma ou mais obras juntas em um mesmo volume dentro de uma coleção de obras completas (as capas de todos os volumes são iguais). Para a apresentação das capas nessa postagem, foi usado o critério de também separar nas duas categorias: primeiro será apresentado os lançamentos individuais do livro Fábulas, e posteriormente, os volumes das obras completas em que o título apareceu. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Monteiro Lobato: O Minotauro (1939)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 07/03/2014.
O Minotauro é um livro infantil de fantasia do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em novembro de 1939 pela editora Companhia Editora Nacional, com o subtítulo Maravilhosas aventuras dos netos de Dona Benta na Grécia Antiga. O livro é o 18º de 23 volumes da série literária Sítio do Picapau Amarelo. | Álbum de Capas do Autor | Álbum de Capas da Série |

Durante o casamento da Branca de Neve, os monstros do mundo da fábula promovem um verdadeiro ataque para estragar a festa. Todos escapam ilesos, menos Tia Nastácia, que, no meio da confusão, desaparece misteriosamente. Para encontrá-la, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta, Emília e o Visconde de Sabugosa vão aventurar-se à bordo do navio Beija-flor das Ondas. O destino da embarcação é a Grécia Antiga, e Dona Benta a descreve como “o maior povo da Antiguidade pelo brilho da inteligência e pelas realizações artísticas”. Emília suspeita que Tia Nastácia foi devorada pelo Minotauro, um dos mais terríveis monstros da Antiguidade. Como verdadeiros detetives em busca de pistas do paradeiro da cozinheira do Sítio, eles vão atrás de figuras históricas, como o líder político Péricles, o escultor Fídias e o filósofo Sócrates. Também vão correr perigos ao lado do herói Hércules, conhecer seres mitológicos, como faunos, ninfas, dríades e sátiros, e também aprender sobre os deuses do Olimpo e a Guerra de Troia. E mal sabem o que os espera quando finalmente chegam ao Labirinto de Creta...
[fonte: site da editora Globinho]

Monteiro Lobato: O Picapau Amarelo (1939)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 07/03/2014.
Última atualização: 03/06/2025.
O Picapau Amarelo é um romance infantil de fantasia do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em 1939 pela Companhia Editora Nacional, com o subtítulo O sítio de Dona Benta, um mundo de verdade e de mentira. O livro é o 17º de 23 volumes da série literária Sítio do Picapau Amarelo. | Álbum de Capas do Autor | Álbum de Capas da Série |

O Sítio do Picapau Amarelo ficou tão famoso que as personagens do Mundo da Fábula resolveram se mudar para lá. Quando a cartinha do Pequeno Polegar chegou às mãos de Dona Benta, com um pedido especial para que os recebesse, a matriarca do Sítio correu para adquirir mais terras. (...) Um a um, eles vão chegando. Entre os primeiros estão Branca de Neve e os Sete Anões. Em seguida vêm Aladim com os gênios das Mil e Uma Noites. Logo depois, a Gata Borralheira, Peter Pan e os m/eninos perdidos do País do Nunca. Aparecem ainda Dom Quixote com Sancho Pança e os heróis da mitologia grega. Não faltam nem os fabulistas Esopo e La Fontaine, que se misturam à incrível legião de seres encantados das histórias da carochinha. (...) Mas com a mudança, vêm também alguns tipos que botam medo, como o Barba Azul, a Quimera, o Capitão Gancho... (...) Após a chegada dos habitantes do mundo da imaginação, a vida dos netos de Dona Benta transforma-se em uma grande aventura. Os hóspedes ilustres mudam a paisagem do Sítio do Picapau Amarelo, onde Peter Pan resolve colocar até o Mar dos Piratas, causando uma grande confusão. Graças às ideias brilhantes de Emília, tudo se resolve e ela ainda inventa uma festa nas Terras Novas para celebrar um casamento muito especial. Tia Nastácia, radiante na companhia de Sancho Pança, arregaça as mangas e prepara o mais fino banquete de que se tem notícia. Tudo corria às mil maravilhas até o palácio ser assaltado pelos personagens que não foram convidados. Como escapar dos furiosos monstros das fábulas? 
[fonte: orelha da edição de 2008, Globo] [fonte: contracapa da edição de 2020, Biblioteca Azul]

quinta-feira, 6 de março de 2014

Monteiro Lobato: Geografia de Dona Benta (1935)

Geografia de Dona Benta é um livro infantojuvenil do escritor brasileiro Monteiro Lobato. De cunho paradidático (pedagógico) para complementar o ensino de Geografia, o livro com os personagens do Sítio do Picapau Amarelo foi publicado originalmente no Brasil em 1935 pela Companhia Editora Nacional e livremente inspirado e adaptado do livro Van Loon Geography: The story of the world we live in (1932), do escritor holandês Hendrik Van Loon (1882-1944). 

Pedrinho queria viajar por países estrangeiros e pediu que sua avó contasse tudo sobre Geografia. Dona Benta gostou da ideia e deu início a uma história incrível que começa com o surgimento do Universo. Mas Emília logo interrompeu com uma de suas ideias: qua tal estudar Geografia navegando pelo mundo? Todos à bordo, o navio imaginário irá partir do Sítio do Picapau Amarelo rumo ao desconhecido e você não pode ficar de fora. [fonte: contracapa da edição de 2013, Editora Globinho]

A obra infantil de Monteiro é composta de 23 títulos conforme ele organizou em 1947, pouco antes de sua morte: Reinações de Narizinho (1931), Viagem ao céu (1932), O saci (1932), Caçadas de Pedrinho (1933), Aventuras de Hans Staden (1927), Peter Pan (1930), História do Mundo para as crianças (1933), Emília no País da Gramática (1934), Aritmética de Emília (1935), Geografia de Dona Benta (1935), História das invenções (1935), Dom Quixote das crianças (1936), Memórias de Emília (1936), Serões de Dona Benta (1937), O poço do Visconde (1937), Histórias de Tia Nastácia (1937), O Picapau Amarelo (1939), O minotauro (1939), A reforma da natureza (1941), A chave do tamanho (1942), Os doze trabalhos de Hércules (1944), Fábulas (1943) e Histórias diversas (1947).


História do Mundo para as crianças (Monteiro Lobato)

Título: História do mundo para as crianças
Autor (a): Monteiro Lobato
Editora: Globinho
Coleção: Monteiro Lobato: Obra Infantojuvenil
Série: Sítio do Picapau Amarelo (Nº 7)
Período de Publicação: 2015
Capa: Fernando Arcon
Ilustrador (a): Fernando Arcon
Edição Original: História do mundo para as crianças, 1933, Brasil, Companhia Editora Nacional

Sinopse: Um dia Dona Benta recebe pelo correio o clássico Child’s History of the World, de V. M. Hillyer. Depois de folhear o livro, decide contar aos netos a história do mundo, que, segundo ela, daria um verdadeiro romance. Com a turma toda reunida, começa a narrar os fatos de um jeito fácil de entender e encantador, que fazia todo mundo querer mais. É assim que Monteiro Lobato apresenta aos pequenos a história do mundo para crianças. A avó de Narizinho expõe os acontecimentos de forma cronológica. O surgimento do sistema solar, do nosso planeta e da vida na Terra. Depois, a evolução do homem, a Idade da Pedra, as primeiras civilizações e assim por diante, até chegar ao século XX. As crianças aprendem sobre povos antigos, períodos históricos, grandes navegações, descobrimento do novo mundo e, inclusive, guerras e revoluções. As intervenções de Pedrinho, Narizinho e Emília, as curiosidades relatadas por Dona Benta e a linguagem informal dão graça à narrativa.  Lançado pela primeira vez em 1933, História do mundo para crianças passou por revisões feitas pelo autor, que inseriu novos acontecimentos, entre eles os capítulos sobre a Segunda Guerra Mundial e a bomba de Hiroshima.A nova edição, lançada pela Globinho, preserva o texto original e traz comentários que atualizam, complementam e contextualizam o conteúdo. Professores, pais e novos leitores vão se surpreender com a fluência e vivacidade do texto de Monteiro Lobato. (fonte: site da editora, março de 2015)