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Monteiro Lobato: O Marquês de Rabicó (1922)

O Marquez de Rabicó. Monteiro Lobato. Editora Monteiro Lobato & Cia (São Paulo-SP). 1922 (1ª edição). Capa e ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
O Marquês de Rabicó (O Marquez de Rabicó, na grafia da época) é um livro infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em 1922. É uma continuação direta de A menina do narizinho arrebitado, de 1920.

Esse pequeno livro de 34 páginas, ricamente ilustrado por Voltolino, conta inicialmente a origem do guloso leitão do Sítio do Picapau Amarelo. Ele pertencia a uma família de sete leitõezinhos, mas que foi diminuindo conforme apareciam eventos especiais no sítio e Dona Benta desejava uma refeição especial. Rabicó ganhou esse nome porque tinha apenas um toquinho de cauda e Narizinho brincava com ele desde quando ele era pequeno. Foi essa amizade que o salvou quando Dona Benta resolveu assá-lo para comemorar o aniversário de Pedrinho. Devido sua afeição pelo gordo porco, Narizinho o escondeu até acabar o perigo.

Tempos depois, Narizinho resolveu casar sua boneca Emília, mas a mesma não estava disposta para casamento, já que não tinha paciência para suportar um marido. Narizinho disse a Emília que Rabicó era um ótimo partido, pois ele era na verdade um marquês, já que uma bruxa o transformou em porco e que somente um anel que estava na barriga de uma minhoca quebraria o feitiço. Esse era o motivo do porco viver fuçando a terra, pois procurava a tal minhoca. Para convencer a boneca, Narizinho inventou que o pai do marquês, o Visconde de Sabugosa, pediria pessoalmente sua mão. Com ajuda de Pedrinho, um sabugo de milho foi transformado no Visconde e Emília aceita o noivado, interessada no nobre título de Marquesa de Rabicó.

Em 1931, Monteiro Lobato incorporou vários de seus livros infantis da década de 1920 e começo da década de 1930 em um único volume chamado As reinações de Narizinho. Assim, O Marquês de Rabicó passou por revisões e se tornou o terceiro capítulo desse livro, forma pelo qual é publicado até os dias atuais. Na 2ª edição de O Marquês de Rabicó, de 1925, foi anunciado que Monteiro Lobato estaria publicando o livro "Os pequenos bandeirantes", mas esse lançamento não ocorreu.