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Maria José Dupré: Os caminhos (1969)

Os caminhos foi o último livro da escritora brasileira Maria José Dupré (1898-1984). Publicado originalmente no Brasil em 1969 pela Editora Saraiva, a narrativa é uma autobiografia (memórias) onde a autora escreve sobre seu passado, desde sua infância, passando por seu casamento com o engenheiro Leandro Dupré e sua estreia no mundo literário, além de muitas outras reflexões. Posteriormente, o livro teve mais uma edição publicada em 1978 pela Editora Ática (ou seja, está fora de catálogo a quarenta anos). [+ CAPAS DA ESCRITORA MARIA JOSÉ DUPRÉ]

Os caminhos conta a história de uma família do interior em suas andanças em busca de estabilidade econômica. A partir desse quadro, a autora aborda com maior profundidade os relacionamentos familiares que surgem e se transformam, de acordo com os acontecimentos. Do ponto de vista social e político, questões importantes da época refletem-se nos acontecimentos narrados, como situação da sociedade cafeeira no Brasil e a eclosão da Segunda Guerra Mundial no plano internacional. [fonte: site Skoob, visitado em maio de 2018]

Uma das curiosidades encontradas no livro é a escolha do pseudônimo utilizado por Maria José Dupré para assinar seus livros entre a década de 1940 e a primeira metade da década de 1960: Senhora Leandro Dupré. Ela narra: "Chegou a hora do nome. Eu disse que preferia um pseudônimo, o mesmo do conto: Mary Joseph. Houve discussão, troca de ideias, outros foram consultados. Ninguém compraria um livro de autor desconhecido e com nome esquisito. Imaginava os sorrisos engraçados: "Agora você virou romancista? Escritora?" E se ninguém comprasse? Se o romance não tivesse sucesso? Artur Neves falou com energia: "Um romance com esse pseudônimo estaria condenado ao fracasso..." Leandro teve uma ideia: "E se ficar Sra. Leandro Dupré? O que o senhor acha?" Voltou-se para mim e disse brincando: "Iremos juntos para o sucesso ou para o fracasso...""

Maria José Dupré: A casa do ódio (1951)

A casa do ódio é uma coletânea de contos da escritora brasileira Maria José Dupré (1898-1984), direcionado ao público adulto, publicado originalmente no Brasil em 1951 pela Editora Brasiliense. Posteriormente, em 1958 e 1968, o livro ganhou novas edições pela Editora Saraiva, que o classifica como "novela". [+CAPAS DA ESCRITORA MARIA JOSÉ DUPRÉ]

O livro traz seis contos: (1) Casa do Ódio (2) Faltou o "X" (3) Meninas tristes (4) Nobreza (5) o divórcio (6) O casamento do pintassilgo.

"A Casa do Ódio", da Sra. Leandro Dupré, não é romance mas novela. Num novo gênero - que exige mais poder de concentração - a celebrada romancista também não encontra obstáculos. A mesma facilidade de elaboração e de narrativa, que a caracteriza no romance, revela-se também na novela. E assim os episódios da "Casa do Ódio" vão fluindo, forçando-nos a pensar no velho símile da água corrente. A linguagem cativa. A história magnetiza... Segredos de Schaharazade. Tipos vão surgindo, no livro, com os seus defeitos e qualidades - Beppe, Marta, Ida - e a "casa do ódio" também se animiza - ela própria cria uma personalidade, em halo trágico... [fonte: orelha da edição de 1958, Editora Saraiva]

O conto "Meninas tristes" foi o primeiro texto literário publicado de Maria José Dupré. Ele foi publicado originalmente em 1939 no suplemento literário do jornal "O Estado de S. Paulo", com Dupré utilizando o pseudônimo Mary Joseph.


Maria José Dupré: A mina de ouro (1946)

A mina de ouro foi o quarto livro infantojuvenil publicado da escritora brasileira Maria José Dupré (1898-1984), na época do lançamento utilizando o pseudônimo Senhora Leandro Dupré. Publicado originalmente no Brasil em 1946 pela Editora Brasiliense, o livro é sequência dos livros Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca (1943), A ilha perdida (1944) e A montanha encantada (1945). [+ CAPAS DA ESCRITORA MARIA JOSÉ DUPRÉ]

Ia ser um piquenique muito agradável. Mas as seis crianças e o cachorrinho Samba resolveram ver aonde ia dar aquela velha escada para o interior do morro. Desceram e desceram... e de repente não conseguiram mais voltar! Estavam perdidos... será que para sempre? [fonte: contracapa da edição de 2002, Editora Ática]

[transcrição de trecho do livro]
Batizaram esse lago com o nome de Henrique porque foi descoberto por ele. Tudo recebeu nome: a mina onde dormiam era toda de ouro, por isso a chamaram: A Mina de Ouro.

Maria José Dupré: A montanha encantada (1945)

A montanha encantada é o terceiro livro infantojuvenil publicado da escritora brasileira Maria José Dupré (1898-1984), na época do lançamento utilizando o pseudônimo Sra. Leandro Dupré. Publicado originalmente no Brasil em 1945 pela Editora Brasiliense, o livro é sequência dos livros Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca (1943) e A ilha perdida (1944), e no ano seguinte de seu lançamento teve uma sequência com o lançamento de A mina de ouro (1946). [+ CAPAS DA ESCRITORA MARIA JOSÉ DUPRÉ]

Vera, Lúcia, Cecília, Oscar e Quico fazem uma excursão para desvendar o mistério de uma estranha luz que às vezes aparece no alto da montanha. Acabam descobrindo um muito completamente desconhecido. O que será que se esconde dentro da Montanha Encantada? [fonte: contracapa da edição de 2002, Editora Ática]

[transcrição de trecho do livro] 
Ficaram todos certos de que Vera tinha sonhado; Padrinho até riu, dizendo: - Então estamos subindo a montanha que canta. Eduardo também riu: - Não sabemos se é a montanha que canta ou a montanha encantada. Temos de dar um nome; desconfio que é encantada, pois ontem ouvi coisas bem estranhas. Ficou batizada - A Montanha Encantada -, mas ninguém falou mais nisso. 

Maria José Dupré: Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca (1943)

Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca (na grafia da época, Aventuras de Véra e Lucia, Pingo e Pipóca) foi o primeiro livro direcionado ao público infantojuvenil da escritora brasileira Maria José Dupré (1898-1984), na época utilizando o pseudônimo Senhora Leandro Dupré. O livro foi publicado originalmente no Brasil em 1943 pela Editora Brasiliense e premiado no ano seguinte pela Academia Brasileira de Letras (ABL). [+ CAPAS DA ESCRITORA]

Vera e Lúcia são primas que vivem na grande cidade de São Paulo. À convite do padrinho de Vera, as meninas vão passar as férias na fazenda do mesmo, que fica em Taubaté. Junto, levam seus cachorros Pingo e Pipoca. A casa da fazenda fica numa região alta onde dá pra ver as serras, morros e campos que circundam a área. Mas o que mais encanta as garotas é o rio que corta a fazenda, fazendo curvas e mais curvas em seu caminho. Juntamente com os filhos do padrinho, Quico e Oscar, as garotas e os cachorros se divertem nesse ambiente rural em aventuras deliciosas.

As garotas e seus primos voltariam posteriormente em outros livros da escritora para viver novas aventuras: A ilha perdida (1944), A montanha encantada (1945) e A mina de ouro (1946). Apesar desses três livros da série ainda serem publicados, Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca teve sua última edição lançada em 1965, ou seja, a mais de 50 anos.

No último livro da série, A mina de ouro, outro cachorro participou da aventura, Samba, e posteriormente a autora escreveu uma nova série de seis livros inteiramente protagonizada pelo personagem: O cachorrinho Samba (1949), O cachorrinho Samba na floresta (1952), O cachorrinho Samba na Bahia (1957), O cachorrinho Samba na Rússia (1964), O cachorrinho Samba entre os índios (1965) e O cachorrinho Samba na fazenda (1967).