Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 25/10/2026.
Tudo em cor-de-rosa é uma autobiografia escrito pela socialite brasileira Yolanda Penteado, publicado originalmente no Brasil em 1976 pela editora Nova Fronteira. | Álbum de Capas da Autora |
Livro de memórias da mecenas, colecionadora de artes e fazendeira brasileira Yolanda Penteado (Yolanda de Ataliba Nogueira Penteado, 1903-1983). Ligada à elite cafeeira paulista, destacou-se pelo apoio às artes visuais e pela atuação, ao lado de Francisco Matarazzo Sobrinho, na criação do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e na organização das primeiras edições da Bienal de São Paulo.
[fonte: Wikipédia]
Tudo em cor-de-rosa | Yolanda Penteado | Editora: Edição da Autora (independente) | 1977 | Capa: Noêmia Mourão | Ilustrações: não há, mas o livro contém diversas fotografias com fatos da vida de Yolanda Penteado | Introdução: Sérgio Buarque de Holanda | Prefácio: Gilberto Freyre |
Sobre Yolanda Penteado:
Yolanda de Ataliba Nogueira Penteado (Leme, São Paulo, Brasil, 1903 - Stanford, Califórnia, Estados Unidos, 1983). Fazendeira, mecenas. Yolanda Penteado nasce em 1903 na Fazenda Empyreo, no interior do Estado de São Paulo. Aos 7 anos muda-se para a capital paulista com a família. Aos 16, conhece Assis Chateaubriand (1892 - 1968), um jovem jornalista de 27 anos, com quem estabelece uma amizade duradoura. Em 1921 casa-se com Jayme Silva Telles, de quem se separa em 1934. O casamento com Ciccillo Matarazzo (1898 - 1977), em 1947, dá início a seu envolvimento com as artes plásticas, gosto que compartilha com Assis Chateaubriand, que nesse ano inaugura o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, em área na sede de seus Diários Associados. Numa temporada em Davos, na Suíça, para recuperação da saúde de seu marido, ele e Yolanda conhecem o pintor Alberto Magnelli (1888 - 1971), que os assessora na aquisição da coleção de arte que iria formar o acervo inicial do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, fundado pelo casal em 1948. Na Itália adquirem o Auto-Retrato, de Modigliani (1884 - 1920), e O Cavalo, de Marino Marini (1901 - 1980). Inspirada nos moldes da Bienal de Veneza, a 1ª Bienal Internacional de São Paulo é inaugurada em 20 de outubro de 1951, organizada por Ciccillo e Yolanda. O espaço da bienal é projetado pelos arquitetos Luís Saia e Eduardo Kneese de Mello (1906 - 1994), e erguido no Pavilhão Belvedere, alto do parque Trianon, na avenida Paulista, onde hoje fica o Masp. São expostas 1.800 obras de 23 países, mais o Brasil. A Bienal Internacional de São Paulo é a primeira grande exposição fora do eixo Estados Unidos - Europa.
[fonte: Enciclopédia Itaú Cultural] [crédito da imagem: Wikipédia]
Outros livros sobre Yolanda Penteado:
Yolanda | Antonio Bivar | 2004 |
Resenha: - (Alberto Cavalcanti)
A primeira dama da nossa terra, minha grande amiga, nos conta a sua vida: os problemas da agricultura na Fazenda Empyreo, as perambulações para a criação das primeiras Bienais de São Paulo e dos Museus Regionais do Brasil.
O livro é como um filme espetacular. É pena que o lado sentimental seja censurado com grande elegância, pela autora.
O conjunto de "Tudo em cor-de-rosa" é um testemunho proustiano da evolução da cultura no Brasil.
[contracapa da edição de 1976, Editora Nova Fronteira]
Adaptações Televisivas:
Minissérie produzida para a comemoração dos 450 anos da cidade de São Paulo, contando "a história da cidade do início da década de 1920 até o ano de 1954, na Festa do IV Centenário de São Paulo, por se tratar de um período de transformações, em que a cidade passou de potência rural a grande metrópole, misturando personagens reais e fictícios" (Xavier, 2004). A minissérie foi produzida pelo estúdio Central Globo de Produção e exibida pela emissora de televisão brasileira Globo em 53 episódios, entre 6 de janeiro e 8 de abril de 2004. Apesar do roteiro ser original, a minissérie gira em torno da vida de Yolanda Penteado, entre as décadas de 1920 e 1950. Assim, o livro "Tudo em cor-de-rosa", de Yolanda Penteado, serviu de base para os roteiristas.
--- Direção de: | Carlos Araújo | Marcelo Travesso | Ulisses Cruz | Gustavo Fernandez |
--- Roteiro de: | Maria Adelaide Amaral | Alcides Nogueira | Lúcio Manfredi | Rodrigo Arantes do Amaral |
--- Elenco com: | Ana Paula Arósio (Yolanda Penteado) | Erik Marmo (Martim Paes de Almeida, amor de Yolanda) | Herson Capri (Fernão Queiróz Chaves, primeiro marido de Yolanda) | Cássia Kiss (Guiomar de Ataliba Nogueira, mãe de Yolanda) | Selma Egrei (Olívia Guedes Penteado, tia de Yolanda) | Cássio Gabus Mendes (Juvenal, irmão de Yolanda) | Cláudio Fontana (Jayme, irmão de Yolanda) | Gabriela Hess (Guiomar "Guiomarita", irmã de Yolanda) | Nina Moreno (Odila, esposa de Juvenal) | Fernanda Paes Leme (Elisa, amiga de Yolanda) | Chica Xavier (Isolina, empregada de Guiomar) | Nizo Neto (Camilo, motorista de Guiomar) | Tarcísio Meira (Coronel Totonho Sousa Borba) | Marcello Antony (Rodolfo, filho de Coronel Totonho) | Letícia Sabatella (Maria Luísa, filha de Coronel Totonho) | Daniel de Oliveira (Bernardo, filho de Coronel Totonho) | Júlia Feldens (Maria Laura, filha de Coronel Totonho) e Maria Eduarda Manga (Maria Laura criança) | Max Fercondini (João Cândido "Candinho", filho de Coronel Totonho) e Igor Adamovich (João Cândido criança) | Magda Gomes (Maria José, empregada de Coronel Totonho) | Ângelo Antônio (Madiano Mattei, pintor e amor de Maria Luísa) | Leopoldo Pacheco (Samir Schaim, marido de Maria Luísa) | Ana Lúcia Torre (Sálua, mãe de Samir) | Juliana Lohman (Antônia, filha de Maria Luísa e Madiano) | Maria Fernando Cândido (Ana Schmidt) | Celso Frateschi (Ernesto, pai de Ana) | Lu Grimaldi (Frida, mãe de Ana) | Murilo Rosa (Frederico, irmão de Ana) | Leandra Leal (Úrsula "Ucha", irmão de Ana) | Tamara Ribeiro (Érica, irmã de Ana) | Renato Scarpin (Joaquim, marido de Ana) | Paulo Goulart (tio de Joaquim) | Mika Lins (Elvira, filha de Avelino) | Cássio Scapin (Alberto Santos Dumont) | Antônio Calloni (Assis Chateaubriand "Chatô") | José Rubens Chachá (Oswald de Andrade) | Caio Junqueira ("Nonê", filho de Oswald de Andrade) | Eliane Giardini (Tarsila do Amaral) | Fernanda de Souza (Dulce, filha de Tarsila do Amaral) | Emiliano Queiróz (Juca, pai de Tarsila do Amaral) | Yoná Magalhães (Lígia, mãe de Tarsila do Amaral) | Marília Passos (Ana Maria, prima de Tarsila do Amaral) | Marcos Winter (Luís Martins, escritor amigo de Tarsila do Amaral) | Pascoal da Conceição (Mário de Andrade) | Betty Gofman (Anita Malfatti) | Ranieri Gonzalez (Guilherme de Almeida) | Pedro Paulo Rangel (Senador José de Freitas Valle) | Tato Gabus Mendes (Paulo Prado) | Tina Duek (Marinette, esposa de Paulo Prado) | Míriam Freeland (Patricia Galvão "Pagu") | Daniel Ávila (Rudá, filho de Pagu) | Júlia Almeida (Adelaide, esposa de Rudá) | Irving São Paulo (Ferraz, segundo esposo de Pagu) | Paula Manga (Gilda, esposa de Martim) | Paulo José (Doutor Varela, pai de Gilda) | Omar Docena (Caio, filho de Martim e Gilda) | Edson Celulari (Francisco Matarazzo Sobrinho "Ciccillo", segundo marido de Yolanda) | Glória Menezes (Camila, cunhada e amiga de Ciccillo) | Daniela Escobar (Soledad, ex-amante de Ciccillo) | Helena Ranaldi (Lídia Rosemberg, imigrante alemã judia) | Carlos Vereza (David, esposo de Lídia) | Débora Falabella (Rachel, filha de Lídia e David) | Sérgio Viotti (Samuel, pai de David) | Etty Fraser (Dona Ita, amiga de Lídia) | Carlos Sato (Kazuo Fujihara, imigrante japonês) | Miwa Yanagizawa (Harumi, esposa de Kazuo) | Reanata Sayuri (Rita, filha de Kazuo e Harumi) | Ariclê Perez (Madame Claire, cafetina) | Mauro Mendonça (Coronel Bento, marido de Madame Claire) | Mila Moreira (Lola Flores, modista) | Juliano Righetto (Waldemar Belisário, amigo de Madiano) | Cláudio Jaborandy (Raimundo, migrante nordestino) | Dira Paes (Magnólia, esposa de Raimundo) | Júlia Almeida (Adelaide) | Amanda Lee (Moema) |
--- Além dos atores e atrizes citados acima, a minissérie teve a participação de mais de cem outros atores e atrizes.
[fonte: Nilson Xavier, site Teledramaturgia]
Nota: Apesar de Fernão Queiróz Chaves, personagem de Herson Capri, ser apresentado como o primeiro marido de Yolanda Penteado, o personagem é fictício. O primeiro marido de Yolanda foi Jayme Nogueira da Silva Telles. Outros personagens fictícios na trama foram: Martim Paes de Almeida, Elisa Furtado, o núcleo do Coronel Totonho Sousa Borba (representando a aristocracia cafeeira), o núcleo de Ana Schimidt e Joaquim (representando os imigrantes), além dos personagens Madiano Mattei, Samir Schaim, Soledad, Madame Claire, entre outros.
[fonte: Enciclopédia Itaú Cultural] [fonte: Rodrigo Rainho Silva, jornal Folha de S. Paulo]
Fontes:
- ITAÚ CULTURAL, Enciclopédia. Yolanda Penteado. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/28602-yolanda-penteado. Acesso em: 24 outubro 2026.
- PENTEADO, Yolanda. Tudo em cor-de-rosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1976. [contracapa]
- SILVA, Rodrigo Rainho. Minissérie desvenda passado de São Paulo. Folha de S. Paulo (jornal), in: Ilustrada (caderno). São Paulo, 4 janeiro 2004. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0401200408.htm. Acesso em: 24 outubro 2026.
- WIKIPEDIA. Yolanda Penteado. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Yolanda_Penteado. Acesso em: 24 outubro 2026.
- XAVIER, Nilson. Um Só Coração. Disponível em: https://observatoriodatv.com.br/teledramaturgia/um-so-coracao/. Acesso em: 24 outubro 2026.





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