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quarta-feira, 14 de março de 2018

Monteiro Lobato: O Marquês de Rabicó (1922)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 14/03/2018,
com atualizações em 18/12/2022.
O Marquês de Rabicó é um livro infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em dezembro de 1922 pela editora Monteiro Lobato & Cia, com o título O Marquez de Rabicó e com o subtítulo Terceira Parte da Menina do Narizinho Arrebitado. É uma continuação direta de A menina do narizinho arrebitado (1920) e sua edição ampliada, Narizinho Arrebitado (1921). Em 1931, Monteiro Lobato incorporou vários de seus livros infantis da década de 1920 em um único volume chamado As reinações de Narizinho. Assim, O Marquês de Rabicó passou por revisões e se tornou o terceiro capítulo desse livro, forma pelo qual é publicado até os dias atuais. | Álbum de Capas do Autor |

Nessa história, o porquinho Rabicó descobre como ele escapou do forno para se tornar o animal de estimação de Narizinho. Aqui, Emília finalmente aceita se casar com Rabicó, convencida por Narizinho de que o leitão foi marquês e das vantagens do arranjo que realizaria seu sonho de se tornar princesa. No episódio, Pedrinho ainda cria o Visconde de Sabugosa a partir de um sabugo de milho. [fonte: site Editora FTD]

O Marquês de Rabicó | Monteiro Lobato | Editora: Instituto Pegaí Leitura Grátis | Coleção: Aproxima | Outubro 2019 |
O Marquês de Rabicó | Monteiro Lobato | Editora: Instituto Pegaí Leitura Grátis | Coleção: Aproxima | Outubro 2019 | ISBN: 978-65-81044-00-8 | Capa: Victor Matheus | Ilustrações: - | Álbum de Capas da Coleção | 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: O saci (1921) - 1ª Versão

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 19/12/2017.
Última atualização: 24/06/2025.
O saci é um livro infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em 1921 pela editora Monteiro Lobato & Cia, com o título O sacy e subtítulo Livro de Figuras. O saci é uma continuação de A menina do narizinho arrebitado (1920). Em 1932, Monteiro Lobato reformulou o texto de O saci, aumentando-o de 9 para 33 capítulos. Nessa postagem as capas visualizadas são da primeira versão de O saci, para as capas publicadas a partir da ampliação de 1932, acesse esse link]. | Álbum de Capas do Autor |

Pedrinho, o neto de Dona Benta que mora na cidade, vem passar as férias escolares no sítio da avó. Após uma conversa com Tio Barnabé, Pedrinho decide capturar um saci. E seguindo as instruções dele, o garoto consegue realizar a façanha. Assim, ele acompanha o folclórico ser no mistério da noite na floresta, onde consegue ver outros sacis, e ocultamente, um lobisomem, uma mula sem cabeça, a Cuca e a Iara.

O sacy | Edição Fac-símile | Monteiro Lobato | Editora: Graphien | Junho 2022 |
O sacy | Edição Fac-símile | Monteiro Lobato | Editora: Graphien | Junho 2022 - atualmente | ISBN: 978-65-00-40000-7 | Capa: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Organização: Magno Silveira | Posfácio: Cilza Carla Bignotto (O Sacy, um hérói brasileiro) | Posfácio: Valdimir Sacchetta (O Saci-pererê, trajetória de um inquérito) | Posfácio: Marisa Lajolo (A Fantasia nacionalizada) | Posfácio: Magno Silveira (Um boêmio entre sacis) | 
*site da obra verificado em junho 2025:
<https://www.osacy.com.br/> [arquivo do link]

O sacy. Monteiro Lobato. Companhia Editora Nacional. 1928 (3ª edição). Capa de J.G. Villin (Jean Gabriel Villin). Ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
O sacy | Monteiro Lobato | Editora: Companhia Editora Nacional | Coleção: Biblioteca de Narizinho | 1928 | Capa: J. G. Villin (Jean Gabriel Villin) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) | 

O sacy. Monteiro Lobato. Editora Monteiro Lobato & Cia. 1921 (1ª edição). Capa e ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
O sacy | Monteiro Lobato | Editora: Monteiro Lobato & Cia | Abril 1921 | Capa: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) |

domingo, 17 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: Fábulas de Narizinho (1921) e Fábulas (1922) - 1ª Versão

Fabulas de Narizinho. Monteiro Lobato. Editora Monteiro Lobato & Cia (São Paulo-SP). 1921. Ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
Primeira Edição
Fábulas de Narizinho (Fabulas de Narizinho, na grafia da época) é uma antologia infantil de 29 fábulas selecionadas pelo escritor brasileiro Monteiro Lobato e publicado originalmente no Brasil em 1921 pela Monteiro Lobato & Cia - Editores. No ano seguinte, o autor publicou uma nova edição ampliada com 77 fábulas, alterando o título do livro para Fábulas (Fabulas, na grafia da época).

Os livros reúnem fábulas clássicas dos fabulistas Jean de La Fontaine (1621-1695, França) e Esopo (620 a.C.-564 a.C., Grécia), destacando as lições de moral de cada fábula em itálico. Além disso, Monteiro Lobato trouxe algumas fábulas inéditas de sua própria autoria. Em relação ao texto das fábulas clássicas, no final da primeira edição de Fábulas, Lobato escreveu um texto chamado "Advertência", onde menciona que deu uma forma sua às velhas fábulas de Esopo e La Fontaine, mirando contribuir para a criação da fábula brasileira, utilizando nelas a "nossa natureza e os nossos animais, sempre que isso for possível". Ele já havia mencionado essa intenção em 1916, em carta para Godofredo Rangel: "Ando com várias ideias. Uma: vestir à nacional as velhas fábulas de Esopo e La Fontaine, tudo em prosa e mexendo nas moralidades. Coisas para crianças. (...) Ora, um fabulário nosso, com bichos daqui em vez dos exóticos, se for feito com arte e talento dará coisa preciosa." 

As capas apresentadas nessa postagem são das edições anteriores a 1943 (por isso, o título da postagem traz a expressão "1ª Versão"), já que a partir da edição desse ano (8ª Edição) o livro passou por uma reformulação para incluir na narrativa os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, que já estavam consolidados na literatura infantil brasileira nessa época. Assim, a personagem Dona Benta passou a ser a narradora das fábulas, enquanto que os outros personagens do Sítio (Narizinho, Pedrinho, Emília, Visconde de Sabugosa e Tia Nastácia) comentavam sobre as fábulas narradas, tornando o texto mais dinâmico. Quanto as capas publicadas a partir de 1943, com os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, serão disponibilizadas em uma postagem posterior.


sábado, 16 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: A menina do narizinho arrebitado (1920) e Narizinho Arrebitado (1921)

a menina do narizinho arrebitado monteiro lobato
Google Fotos: Monteiro Lobato
A menina do narizinho arrebitado foi o primeiro livro infantil publicado pelo escritor brasileiro Monteiro Lobato, em dezembro de 1920, pela editora Monteiro Lobato & Cia. O livro foi incorporado posteriormente, em 1931, no livro As reinações de Narizinho. 

Em A menina do narizinho arrebitado, Monteiro Lobato apresenta pela primeira vez seus personagens do Sítio do Picapau Amarelo que se consagrariam posteriormente: a garota Lucia (ou Narizinho Rebitado), sua boneca de pano Emília, sua avó de 70 anos (que nesse primeiro livro ainda não tem nome) e a cozinheira Tia Anastácia. É interessante notar que nesse primeiro livro a boneca Emília ainda não fala, diferente de edições posteriores do mesmo livro e de outros livros com a personagem. 

Monteiro Lobato republicou a história em duas partes na sua "Revista do Brasil", nas edições de janeiro e fevereiro de 1921, logo após seu lançamento com livro em dezembro de 1920. Na revista a história foi publicada com o título "Lucia ou A menina do narizinho arrebitado". O livro foi um sucesso em sua primeira edição e isso empolgou o editor Monteiro Lobato. Por essa razão, ele reescreveu o livro, acrescentando muitas novas histórias (o número de páginas aumentou para 181, ante 43 da edição original). Assim, a boneca Emília começa a falar após tomar uma pílula do Doutor Caramujo e a avó de Narizinho ganha um nome, Dona Benta. 

Enquanto a obra original era cheia de ilustrações coloridas (o subtítulo da obra era "Livro de Figuras"), a nova edição ampliada era de um custo menor, sem gravuras coloridas e em papel jornal. Isso se deve porque Monteiro Lobato decidiu alcançar o público escolar, um dos maiores consumidores de livros infantojuvenis. O livro foi lançado em abril de 1921 com um novo título simplificado Narizinho Arrebitado e subtítulo "Segundo livro de leitura para uso das escolas primárias". Com a publicação de Narizinho Arrebitado, Monteiro Lobato arriscou como editor, já que, ao invés de imprimir os 5 ou 10 mil exemplares que já seria uma tiragem alta para a época, ele imprimiu 50.500 exemplares! Ele distribuiu 500 cópias para as escolas paulistas e o livro fez sucesso entre os alunos. Quando o governador do estado, Washington Luís, visitou algumas escolas e ficou impressionado com o interesse das crianças no título, solicitou a seu Secretário do Interior, Alarico Silveira, que entrasse em contato com o escritor e comprasse o livro para todas as escolas paulistas. Quando Lobato perguntou ao secretario a quantidade, ele brincou dizendo que queria uns 30.000! Qual foi a surpresa em receber posteriormente seu pedido completinho!

Na história, a menina orfã Lucia, cujo apelido é Narizinho Rebitado, vive num sítio com sua avó de setenta anos e uma empregada chamada Tia Anastácia. Ela tem uma boneca de pano "muito feiosa" chamada Emília. No fundo do quintal do sítio passa um ribeirão e é próximo a esse ribeirão que Lucia costuma tirar uma soneca. Certo dia, ela acorda de sua soneca e vê um peixe e um inseto conversando em cima de seu rosto. Ela descobre se tratar do Doutor Caramujo e do Príncipe Escamado, do Reino das Águas Claras. O príncipe convida Narizinho e sua boneca Emilia para conhecer o reino e lá elas vivem várias aventuras, inclusive com o Pequeno Polegar e a chata Dona Carochinha. Mas no final, ao escutar Tia Anástacia gritando seu nome, Narizinho descobre que tudo não passou de um sonho...

Na segunda parte adicionada, a história inicia com Narizinho e Emília chupando jabuticabas numa tarde. Sem querer, Narizinho acaba colocando na boca uma jabuticaba que tinha uma vespa dentro e leva uma ferroada na língua. Desesperada com a dor, Narizinho acaba esquecendo a boneca debaixo da árvore, que acompanha a morte e o enterro da vespa. Posteriormente, Narizinho dá a falante boneca Emília o título de Condessa de Três Estrelinhas e ambas recebe um convite da Rainha das Abelhas para visitar o seu reino. Ela e Narizinho visitam o mundo dos insetos, mas novamente no final Lobato termina escrevendo que tudo não passou de um sonho da menina.

Posteriormente, quando Monteiro Lobato percebeu que estava criando um novo mundo onde fantasia e realidade se misturavam plenamente, ele abandonou a ideia de que todas as aventuras fantasiosas no Reino das Águas Claras e no Reino das Abelhas fossem sonhos da menina, passando a indicar que toda a aventura aconteceu realmente para a menina e a boneca. Mais tarde, quando Monteiro Lobato incorporou a maioria de seus livros infantis da década de 1920 e começo da década de 1930 num só livro chamado As reinações de Narizinho (1931), a história de A menina do narizinho arrebitado passou a ser o capítulo "Narizinho Arrebitado", enquanto que a segunda parte publicada na edição escolar Narizinho Arrebitado passou a ser o capítulo "O Sítio do Picapau Amarelo". Apesar de ter uma participação insignificante, na segunda parte de Narizinho Arrebitado Lobato apresentou um novo personagem no universo que estava começando a criar: Pedrinho, outro neto de Dona Benta, um garoto de dez anos que vive na cidade grande e que viria passar as férias escolares no Sítio do Picapau Amarelo.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Richard Matheson: Outros reinos (2011)

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Outros reinos é um livro de suspense e fantasia sobrenatural do escritor americano Richard Matheson [capas], publicado originalmente nos Estados Unidos em março de 2011 pela editora Tor Books com o título Other kingdoms. 

Famoso por sua série Meia-noite, o escritor Alex White, que adotou o nome Andrew Black, decide narrar uma experiência que beirou o surreal e aconteceu há 64 anos. A história inimaginável que ocorreu quando ele ainda era jovem é a mais pura verdade e mudou sua vida para sempre. Aos 18 anos, White, jovem soldado norte-americano, é ferido nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Em vez de voltar para os Estados Unidos, ele se muda para Gatford, na Inglaterra, tentando escapar de seu pai e de seu passado. A bucólica aldeia inglesa parece o lugar ideal para que sua alma e seu corpo fechem as cicatrizes de guerra. Mas dizem que as florestas ao redor da cidade são habitadas por espíritos levianos e até malévolos. [fonte: orelha do livro]

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Richard Matheson: Hell House - A casa infernal (1971)

Hell House: A casa infernal é um livro de terror do escritor americano Richard Matheson (1926-2013), publicado originalmente nos Estados Unidos em junho de 1971 pela editora The Viking Press com o título Hell House. 

Por mais de vinte anos, a Mansão Belasco permaneceu vazia. Tida como o "Monte Everest" das casas mal-assombradas, essa construção de aspecto imponente e sinistro testemunhou cenas inconcebíveis de horror e depravação. No passado, duas expedições com o propósito de investigar os segredos que a casa encerrava terminaram em assassinato, suicídio e loucura para seus integrantes. Agora, uma nova investigação tem lugar, levando quatro estranhos ao local interditado, determinados a esquadrinhar a Mansão Belasco em busca de respostas definitivas sobre a vida após a morte. Cada um dos membros da nova equipe tem suas próprias razões para enfrentar os tormentos e tentações indescritíveis da mansão; mas, será que alguém consegue sobreviver ao mal que espreita na casa mais assombrada do mundo? [fonte: contracapa da edição da editora Novo Século]

O livro foi adaptado para o cinema em 1973, A casa da noite eterna (The legend of Hell House), dirigido por John Hough e protagonizado por Roddy McDowall e Pamela Franklin. Além disso, a obra também foi adaptada em história em quadrinhos, numa minissérie (Richard Matheson's Hell House) escrita por Ian Edginton e desenhada por Simon Fraser. Foi publicada nos Estados Unidos em 2004 pela editora IDW Publishing. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Richard Matheson: O incrível homem que encolheu (1956)

O incrível homem que encolheu é um livro de fantasia, aventura, terror e ficção científica do escritor americano Richard Matheson (1926-2013), publicado originalmente nos Estados Unidos em maio de 1956 pela editora Gold Metal Books com o título The shrinking man. A partir da década de 1980, o livro também passou a ser publicado nos Estados Unidos com o título The incredible shrinking man.

Centímetro por centímetro, dia a dia, Scott continua encolhendo sem parar. Sua esposa e família são agora gigantes inalcançáveis, o galo da casa, uma incrível ameaça; Scott precisa lutar pela sobrevivência em um mundo que se torna cada vez maior e mais perigoso - até se defrontar com o paroxismo do medo no limiar da não existência. [fonte: contracapa da edição da editora Novo Século]

O livro foi adaptado para o cinema em 1957, O incrível homem que encolheu (The incredible shrinking man), dirigido por Jack Arnold e protagonizado por Grant Williams. A obra serviu de base para o roteiro do filme A incrível mulher que encolheu (The incridible shrinking woman), dirigido por Joel Schumacher em 1981 e protagonizado por Lily Tomlin. Além disso, a obra também foi adaptada em história em quadrinhos, numa minissérie em 4 edições (Richard Matheson's The shrinking man) escrita por Ted Adams e desenhada por Mark Torrer. Foi publicada nos Estados Unidos em 2015 pela editora IDW Publishing. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Richard Matheson: Amor além da vida (1978)

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Amor além da vida é um livro de fantasia espiritualista do escritor americano Richard Matheson (1926-2013), publicado originalmente nos Estados Unidos em setembro de 1978 pela editora G. P. Putman's Sons com o título What dreams may come.  

Chris é casado com Annie: formam um casal apaixonado. A felicidade dos dois se desvanece quando Chris sofre um acidente fatal. No Além, Chris é amparado e empenha-se em ajudar seu grande amor. Annie, em desespero, pretende dar fim à própria vida... Conheça a história completa de Annie e Chris e viva emoções ainda mais intensas! Descubra, entre dois mundos, a incrível força do amor para a qual não existem barreiras. [fonte: contracapa da edição da editora Buttlerfly]

O livro foi adaptado para o cinema em 1998, Amor além da vida (What dreams may come), dirigido por Vincent Ward e com Robin Williams e Annabella Sciorra interpretando o casal. 

Richard Matheson: Em algum lugar do passado (1975)

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Em algum lugar do passado é um livro de romance e fantasia (subgênero: viagem no tempo) do escritor americano Richard Matheson (1926-2013), publicado originalmente nos Estados Unidos em 1975 pela editora The Viking Press com o título Bid time return. A partir da década de 1980 o livro também passou a ser publicado nos Estados Unidos com o título de Somewhere in time.

Richard Collier é um jovem teatrólogo do século XX que se apaixona obsessivamente por uma fotografia de Elise McKenna, atriz de sucesso que viveu no século XIX, em Chicago. Richard fica tão encantado com a imagem de Elise que decide fazer uma pesquisa sobre a vida da artista, e descobre que ele têm muitas afinidades. Numa tentativa de se desligar do presente para viver essa paixão intensa, ele se submete a uma auto-hipnose que o transporta no tempo. Mas há um elemento-surpresa na regressão ao passado: Richard tem de enfrentar o empresário ciumento da atriz, William Fawcett. [fonte: contracapa da edição da editora BestBolso]

O livro foi adaptado para o cinema em 1980, Em algum lugar do passado (Somewhere in time), dirigido por Jeannot Szwarc e com Christopher Reeve e Jane Seymour nos papéis principais. A obra ganhou o prêmio World Fantasy Award de Melhor Romance, em 1976.

Richard Matheson: Eu sou a lenda / A última esperança sobre a Terra (1954)

I am legend. Richard Matheson. Editora Gold Medal Books. Julho de 1954. Capa de Stanley Melzoff.
Primeira Edição (1954)
Book cover by Stanley Melzoff
Eu sou a lenda é um livro de horror e ficção científica do escritor norte-americano Richard Matheson (1926-2013), publicado originalmente nos Estados Unidos em julho de 1954 pela editora Gold Medal Books, com título I am legend. No Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1981 pela editora Francisco Alves, em tradução de Paula Castro e Fausto Cunha. O livro também foi publicado com o título A última esperança sobre a Terra. 

Terminada a guerra, manifesta-se estranha epidemia, trazida pelas tempestades de poeira e pelos mosquitos. Durante o dia, as pessoas permanecem em coma profundo; à noite, despertam repentinamente e saem em busca de alimento. Mas só de um: sangue. Médicos e cientistas não conseguem diagnosticar a enfermidade nem encontrar a cura. O que é mais grave: a epidemia se alastra rapidamente, desorganizando toda estrutura social. Todos ou quase todos acabam sendo atingidos pela nova Peste e a única solução é queimar os corpos numa gigantesca fornalha atômica: porque, de outra forma, os mortos retornam, sedentos de sangue. Em meio a esse pesadelo, um homem não foi contaminado, por ter adquirido uma espécie de imunidade. Robert Neville, então, empreende uma operação de extermínio dos sobreviventes e, ao mesmo tempo, procura descobrir a origem da misteriosa doença. Ela sempre existiu, mas tinha sido encoberta, através dos séculos, pelo manto da fantasia, da superstição e do medo. Transformara-se numa lenda sinistra o que não passava de um fenômeno natural: a infecção por um bacilo. E Robert Neville, refugiado numa casa à prova de vampiros, vai desmontando, um a um, os disfarces da lenda. Ele considera-se o último ser normal sobre a Terra. O último homem. Porém, um dia encontra Ruth, à luz do dia, e vê-se abalado por uma terrível revelação. [fonte: orelha da edição da editora Francisco Alves, 1981]