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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Maria José Dupré: A mina de ouro (1946)

A mina de ouro foi o quarto livro infantojuvenil publicado da escritora brasileira Maria José Dupré (1898-1984), na época do lançamento utilizando o pseudônimo Senhora Leandro Dupré. Publicado originalmente no Brasil em 1946 pela Editora Brasiliense, o livro é sequência dos livros Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca (1943), A ilha perdida (1944) e A montanha encantada (1945). [+ CAPAS DA ESCRITORA MARIA JOSÉ DUPRÉ]

Ia ser um piquenique muito agradável. Mas as seis crianças e o cachorrinho Samba resolveram ver aonde ia dar aquela velha escada para o interior do morro. Desceram e desceram... e de repente não conseguiram mais voltar! Estavam perdidos... será que para sempre? [fonte: contracapa da edição de 2002, Editora Ática]

[transcrição de trecho do livro]
Batizaram esse lago com o nome de Henrique porque foi descoberto por ele. Tudo recebeu nome: a mina onde dormiam era toda de ouro, por isso a chamaram: A Mina de Ouro.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Maria José Dupré: A montanha encantada (1945)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 23/08/2018.
A montanha encantada é uma novela infantil da escritora brasileira Maria José Dupré, publicado originalmente no Brasil em 1945 pela editora Brasiliense, com a autora utilizando o pseudônimo Sra. Leandro Dupré. | Álbum de Capas da Autora | 

Vera, Lúcia, Cecília, Oscar e Quico fazem uma excursão para desvendar o mistério de uma estranha luz que às vezes aparece no alto da montanha. Acabam descobrindo um muito completamente desconhecido. O que será que se esconde dentro da Montanha Encantada? [fonte: contracapa da edição de 2002]

sábado, 18 de agosto de 2018

Maria José Dupré: Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca (1943)

Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca (na grafia da época, Aventuras de Véra e Lucia, Pingo e Pipóca) foi o primeiro livro direcionado ao público infantojuvenil da escritora brasileira Maria José Dupré (1898-1984), na época utilizando o pseudônimo Senhora Leandro Dupré. O livro foi publicado originalmente no Brasil em 1943 pela Editora Brasiliense e premiado no ano seguinte pela Academia Brasileira de Letras (ABL). [+ CAPAS DA ESCRITORA]

Vera e Lúcia são primas que vivem na grande cidade de São Paulo. À convite do padrinho de Vera, as meninas vão passar as férias na fazenda do mesmo, que fica em Taubaté. Junto, levam seus cachorros Pingo e Pipoca. A casa da fazenda fica numa região alta onde dá pra ver as serras, morros e campos que circundam a área. Mas o que mais encanta as garotas é o rio que corta a fazenda, fazendo curvas e mais curvas em seu caminho. Juntamente com os filhos do padrinho, Quico e Oscar, as garotas e os cachorros se divertem nesse ambiente rural em aventuras deliciosas.

As garotas e seus primos voltariam posteriormente em outros livros da escritora para viver novas aventuras: A ilha perdida (1944), A montanha encantada (1945) e A mina de ouro (1946). Apesar desses três livros da série ainda serem publicados, Aventuras de Vera, Lúcia, Pingo e Pipoca teve sua última edição lançada em 1965, ou seja, a mais de 50 anos.

No último livro da série, A mina de ouro, outro cachorro participou da aventura, Samba, e posteriormente a autora escreveu uma nova série de seis livros inteiramente protagonizada pelo personagem: O cachorrinho Samba (1949), O cachorrinho Samba na floresta (1952), O cachorrinho Samba na Bahia (1957), O cachorrinho Samba na Rússia (1964), O cachorrinho Samba entre os índios (1965) e O cachorrinho Samba na fazenda (1967).

terça-feira, 31 de julho de 2018

Tamara Kitt (Beatrice Schenk de Regniers): Aventuras de Joca Boboca (1961)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 31/07/2018.
Aventuras de Joca Boboca é um livro infantil da escritora estadunidense Beatrice Schenk de Regniers, sob o pseudônimo Tamara Kitt, publicado originalmente nos Estados Unidos em 1961 pela editora Wonder Books, com o título The adventures of Silly Billy. No Brasil, ele foi publicado pela primeira vez em 1972 pela editora Edições de Ouro, em tradução adaptada de Ofélia Fontes. | Álbum de Capas da Autora | 

Joca era um garoto que costumava ser chamado de boboca por seus pais, devido as suas ideias fantasiosas. Decidido a provar que não era bobo, Joca sai em busca de pessoas que cometessem erros mais bobos do que ele.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Pedro Calmon: O rei cavaleiro - Vida de D. Pedro I (1933)

O rei cavaleiro: Vida de D. Pedro I é um romance histórico do escritor brasileiro Pedro Calmon, publicado originalmente no Brasil em 1933 pela Companhia Editora Nacional. Em 1943 foi publicada uma edição revisada e ampliada da obra, trazendo novas notas e a consulta de outros documentos.

O livro é uma biografia romanceada de D. Pedro I (1798-1834), o primeiro imperador do Brasil, que reinou entre 7 de setembro de 1822 a 7 de abril de 1831 (também foi rei de Portugal durante alguns meses de 1826, com o título de D. Pedro IV). Na orelha da 3ª edição do livro (Saraiva, 1948) lemos: 

"Pedro Calmon em O Rei Cavaleiro cuidou sobretudo de reabilitar D. Pedro I. Não nos traçou, nesse rigoroso estudo histórico, uma visão deformada do admirável filho de D. João VI e Carlota Joaquina. Procurou, ao contrário, compreender aquele ser contraditório e privilegiado, afim de fixar, consoante era seu propósito mesmo, uma apreciação simples e útil ao homem, desse extraordinário homem que foi herói e profeta. Esta é uma biografia enternecida de D. Pedro I. Mas é também um panorama da época, da sociedade brasileira do passado, e, ainda, uma síntese justa e precisa do agitado mundo de então - tempo em que novas ideias e novos ideais se constituíam ou alcançavam os seus primeiros e definitivos triunfos. Pedro I - e é o que o historiador prova através de cerrada documentação e por meio de arguta aproximação de ocorrências - era um homem do seu tempo, sabendo apreciar os problemas, analisar os fatos e descortinar as linhas do futuro, pressentindo como ninguém, e com raro senso de oportunidade, as transformações da hora."


quarta-feira, 14 de março de 2018

Monteiro Lobato: O Marquês de Rabicó (1922)

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 14/03/2018,
com atualizações em 18/12/2022.
O Marquês de Rabicó é um livro infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em dezembro de 1922 pela editora Monteiro Lobato & Cia, com o título O Marquez de Rabicó e com o subtítulo Terceira Parte da Menina do Narizinho Arrebitado. É uma continuação direta de A menina do narizinho arrebitado (1920) e sua edição ampliada, Narizinho Arrebitado (1921). Em 1931, Monteiro Lobato incorporou vários de seus livros infantis da década de 1920 em um único volume chamado As reinações de Narizinho. Assim, O Marquês de Rabicó passou por revisões e se tornou o terceiro capítulo desse livro, forma pelo qual é publicado até os dias atuais. | Álbum de Capas do Autor |

Nessa história, o porquinho Rabicó descobre como ele escapou do forno para se tornar o animal de estimação de Narizinho. Aqui, Emília finalmente aceita se casar com Rabicó, convencida por Narizinho de que o leitão foi marquês e das vantagens do arranjo que realizaria seu sonho de se tornar princesa. No episódio, Pedrinho ainda cria o Visconde de Sabugosa a partir de um sabugo de milho. [fonte: site Editora FTD]

O Marquês de Rabicó | Monteiro Lobato | Editora: Instituto Pegaí Leitura Grátis | Coleção: Aproxima | Outubro 2019 |
O Marquês de Rabicó | Monteiro Lobato | Editora: Instituto Pegaí Leitura Grátis | Coleção: Aproxima | Outubro 2019 | ISBN: 978-65-81044-00-8 | Capa: Victor Matheus | Ilustrações: - | Álbum de Capas da Coleção | 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: O saci (1921) - 1ª Versão

Fichamento por: Daniel Medeiros Padovani, 19/12/2017.
Última atualização: 24/06/2025.
O saci é um livro infantil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicado originalmente no Brasil em 1921 pela editora Monteiro Lobato & Cia, com o título O sacy e subtítulo Livro de Figuras. O saci é uma continuação de A menina do narizinho arrebitado (1920). Em 1932, Monteiro Lobato reformulou o texto de O saci, aumentando-o de 9 para 33 capítulos. Nessa postagem as capas visualizadas são da primeira versão de O saci, para as capas publicadas a partir da ampliação de 1932, acesse esse link]. | Álbum de Capas do Autor |

Pedrinho, o neto de Dona Benta que mora na cidade, vem passar as férias escolares no sítio da avó. Após uma conversa com Tio Barnabé, Pedrinho decide capturar um saci. E seguindo as instruções dele, o garoto consegue realizar a façanha. Assim, ele acompanha o folclórico ser no mistério da noite na floresta, onde consegue ver outros sacis, e ocultamente, um lobisomem, uma mula sem cabeça, a Cuca e a Iara.

O sacy | Edição Fac-símile | Monteiro Lobato | Editora: Graphien | Junho 2022 |
O sacy | Edição Fac-símile | Monteiro Lobato | Editora: Graphien | Junho 2022 - atualmente | ISBN: 978-65-00-40000-7 | Capa: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Organização: Magno Silveira | Posfácio: Cilza Carla Bignotto (O Sacy, um hérói brasileiro) | Posfácio: Valdimir Sacchetta (O Saci-pererê, trajetória de um inquérito) | Posfácio: Marisa Lajolo (A Fantasia nacionalizada) | Posfácio: Magno Silveira (Um boêmio entre sacis) | 
*site da obra verificado em junho 2025:
<https://www.osacy.com.br/> [arquivo do link]

O sacy. Monteiro Lobato. Companhia Editora Nacional. 1928 (3ª edição). Capa de J.G. Villin (Jean Gabriel Villin). Ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
O sacy | Monteiro Lobato | Editora: Companhia Editora Nacional | Coleção: Biblioteca de Narizinho | 1928 | Capa: J. G. Villin (Jean Gabriel Villin) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) | 

O sacy. Monteiro Lobato. Editora Monteiro Lobato & Cia. 1921 (1ª edição). Capa e ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
O sacy | Monteiro Lobato | Editora: Monteiro Lobato & Cia | Abril 1921 | Capa: Voltolino (Lemmo Lemmi) | Ilustrações: Voltolino (Lemmo Lemmi) |

domingo, 17 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: Fábulas de Narizinho (1921) e Fábulas (1922) - 1ª Versão

Fabulas de Narizinho. Monteiro Lobato. Editora Monteiro Lobato & Cia (São Paulo-SP). 1921. Ilustrações de Voltolino (Lemmo Lemmi).
Primeira Edição
Fábulas de Narizinho (Fabulas de Narizinho, na grafia da época) é uma antologia infantil de 29 fábulas selecionadas pelo escritor brasileiro Monteiro Lobato e publicado originalmente no Brasil em 1921 pela Monteiro Lobato & Cia - Editores. No ano seguinte, o autor publicou uma nova edição ampliada com 77 fábulas, alterando o título do livro para Fábulas (Fabulas, na grafia da época).

Os livros reúnem fábulas clássicas dos fabulistas Jean de La Fontaine (1621-1695, França) e Esopo (620 a.C.-564 a.C., Grécia), destacando as lições de moral de cada fábula em itálico. Além disso, Monteiro Lobato trouxe algumas fábulas inéditas de sua própria autoria. Em relação ao texto das fábulas clássicas, no final da primeira edição de Fábulas, Lobato escreveu um texto chamado "Advertência", onde menciona que deu uma forma sua às velhas fábulas de Esopo e La Fontaine, mirando contribuir para a criação da fábula brasileira, utilizando nelas a "nossa natureza e os nossos animais, sempre que isso for possível". Ele já havia mencionado essa intenção em 1916, em carta para Godofredo Rangel: "Ando com várias ideias. Uma: vestir à nacional as velhas fábulas de Esopo e La Fontaine, tudo em prosa e mexendo nas moralidades. Coisas para crianças. (...) Ora, um fabulário nosso, com bichos daqui em vez dos exóticos, se for feito com arte e talento dará coisa preciosa." 

As capas apresentadas nessa postagem são das edições anteriores a 1943 (por isso, o título da postagem traz a expressão "1ª Versão"), já que a partir da edição desse ano (8ª Edição) o livro passou por uma reformulação para incluir na narrativa os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, que já estavam consolidados na literatura infantil brasileira nessa época. Assim, a personagem Dona Benta passou a ser a narradora das fábulas, enquanto que os outros personagens do Sítio (Narizinho, Pedrinho, Emília, Visconde de Sabugosa e Tia Nastácia) comentavam sobre as fábulas narradas, tornando o texto mais dinâmico. Quanto as capas publicadas a partir de 1943, com os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, serão disponibilizadas em uma postagem posterior.


sábado, 16 de dezembro de 2017

Monteiro Lobato: A menina do narizinho arrebitado (1920) e Narizinho Arrebitado (1921)

a menina do narizinho arrebitado monteiro lobato
Google Fotos: Monteiro Lobato
A menina do narizinho arrebitado foi o primeiro livro infantil publicado pelo escritor brasileiro Monteiro Lobato, em dezembro de 1920, pela editora Monteiro Lobato & Cia. O livro foi incorporado posteriormente, em 1931, no livro As reinações de Narizinho. 

Em A menina do narizinho arrebitado, Monteiro Lobato apresenta pela primeira vez seus personagens do Sítio do Picapau Amarelo que se consagrariam posteriormente: a garota Lucia (ou Narizinho Rebitado), sua boneca de pano Emília, sua avó de 70 anos (que nesse primeiro livro ainda não tem nome) e a cozinheira Tia Anastácia. É interessante notar que nesse primeiro livro a boneca Emília ainda não fala, diferente de edições posteriores do mesmo livro e de outros livros com a personagem. 

Monteiro Lobato republicou a história em duas partes na sua "Revista do Brasil", nas edições de janeiro e fevereiro de 1921, logo após seu lançamento com livro em dezembro de 1920. Na revista a história foi publicada com o título "Lucia ou A menina do narizinho arrebitado". O livro foi um sucesso em sua primeira edição e isso empolgou o editor Monteiro Lobato. Por essa razão, ele reescreveu o livro, acrescentando muitas novas histórias (o número de páginas aumentou para 181, ante 43 da edição original). Assim, a boneca Emília começa a falar após tomar uma pílula do Doutor Caramujo e a avó de Narizinho ganha um nome, Dona Benta. 

Enquanto a obra original era cheia de ilustrações coloridas (o subtítulo da obra era "Livro de Figuras"), a nova edição ampliada era de um custo menor, sem gravuras coloridas e em papel jornal. Isso se deve porque Monteiro Lobato decidiu alcançar o público escolar, um dos maiores consumidores de livros infantojuvenis. O livro foi lançado em abril de 1921 com um novo título simplificado Narizinho Arrebitado e subtítulo "Segundo livro de leitura para uso das escolas primárias". Com a publicação de Narizinho Arrebitado, Monteiro Lobato arriscou como editor, já que, ao invés de imprimir os 5 ou 10 mil exemplares que já seria uma tiragem alta para a época, ele imprimiu 50.500 exemplares! Ele distribuiu 500 cópias para as escolas paulistas e o livro fez sucesso entre os alunos. Quando o governador do estado, Washington Luís, visitou algumas escolas e ficou impressionado com o interesse das crianças no título, solicitou a seu Secretário do Interior, Alarico Silveira, que entrasse em contato com o escritor e comprasse o livro para todas as escolas paulistas. Quando Lobato perguntou ao secretario a quantidade, ele brincou dizendo que queria uns 30.000! Qual foi a surpresa em receber posteriormente seu pedido completinho!

Na história, a menina orfã Lucia, cujo apelido é Narizinho Rebitado, vive num sítio com sua avó de setenta anos e uma empregada chamada Tia Anastácia. Ela tem uma boneca de pano "muito feiosa" chamada Emília. No fundo do quintal do sítio passa um ribeirão e é próximo a esse ribeirão que Lucia costuma tirar uma soneca. Certo dia, ela acorda de sua soneca e vê um peixe e um inseto conversando em cima de seu rosto. Ela descobre se tratar do Doutor Caramujo e do Príncipe Escamado, do Reino das Águas Claras. O príncipe convida Narizinho e sua boneca Emilia para conhecer o reino e lá elas vivem várias aventuras, inclusive com o Pequeno Polegar e a chata Dona Carochinha. Mas no final, ao escutar Tia Anástacia gritando seu nome, Narizinho descobre que tudo não passou de um sonho...

Na segunda parte adicionada, a história inicia com Narizinho e Emília chupando jabuticabas numa tarde. Sem querer, Narizinho acaba colocando na boca uma jabuticaba que tinha uma vespa dentro e leva uma ferroada na língua. Desesperada com a dor, Narizinho acaba esquecendo a boneca debaixo da árvore, que acompanha a morte e o enterro da vespa. Posteriormente, Narizinho dá a falante boneca Emília o título de Condessa de Três Estrelinhas e ambas recebe um convite da Rainha das Abelhas para visitar o seu reino. Ela e Narizinho visitam o mundo dos insetos, mas novamente no final Lobato termina escrevendo que tudo não passou de um sonho da menina.

Posteriormente, quando Monteiro Lobato percebeu que estava criando um novo mundo onde fantasia e realidade se misturavam plenamente, ele abandonou a ideia de que todas as aventuras fantasiosas no Reino das Águas Claras e no Reino das Abelhas fossem sonhos da menina, passando a indicar que toda a aventura aconteceu realmente para a menina e a boneca. Mais tarde, quando Monteiro Lobato incorporou a maioria de seus livros infantis da década de 1920 e começo da década de 1930 num só livro chamado As reinações de Narizinho (1931), a história de A menina do narizinho arrebitado passou a ser o capítulo "Narizinho Arrebitado", enquanto que a segunda parte publicada na edição escolar Narizinho Arrebitado passou a ser o capítulo "O Sítio do Picapau Amarelo". Apesar de ter uma participação insignificante, na segunda parte de Narizinho Arrebitado Lobato apresentou um novo personagem no universo que estava começando a criar: Pedrinho, outro neto de Dona Benta, um garoto de dez anos que vive na cidade grande e que viria passar as férias escolares no Sítio do Picapau Amarelo.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Richard Matheson: Outros reinos (2011)

[COMPRE]
Outros reinos é um livro de suspense e fantasia sobrenatural do escritor americano Richard Matheson [capas], publicado originalmente nos Estados Unidos em março de 2011 pela editora Tor Books com o título Other kingdoms. 

Famoso por sua série Meia-noite, o escritor Alex White, que adotou o nome Andrew Black, decide narrar uma experiência que beirou o surreal e aconteceu há 64 anos. A história inimaginável que ocorreu quando ele ainda era jovem é a mais pura verdade e mudou sua vida para sempre. Aos 18 anos, White, jovem soldado norte-americano, é ferido nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Em vez de voltar para os Estados Unidos, ele se muda para Gatford, na Inglaterra, tentando escapar de seu pai e de seu passado. A bucólica aldeia inglesa parece o lugar ideal para que sua alma e seu corpo fechem as cicatrizes de guerra. Mas dizem que as florestas ao redor da cidade são habitadas por espíritos levianos e até malévolos. [fonte: orelha do livro]