Uma história de fadas, reis e princesas. Que interesse tem isso para um menino de rua? Ele queria uma esmola, ganhou uma história. Pensava conseguir um sanduíche, ficou com um livro. De que lhe adianta aquilo, se não sabe ler? Mas, enquanto o homem conta a história para o menino de rua, e o rei tenta impedir que a princesa se apaixone pelo rapaz do povo, o Vento faz das suas, leva recados, abre portas, areja as ideias na cabeça dos personagens e dos leitores. Pois ele é o elo que une a ficção e a vida real, está presente dentro das histórias e no nosso mundo. E para chamar o Vento, basta cantar uma canção... [fonte: contracapa, 2004, Moderna] Dois mundos se entrelaçam com a ajuda do vento: o mundo da princesa que se apaixona por um rapaz comum e o do menino que vive na rua e só quer uns trocados. Ao ouvir a história do vento que movimenta as pás dos moinhos e leva recados e perfumes, algo muda dentro do menino. E ele descobre que pode sonhar. Um menino de rua pede um trocado, mas ganha uma maçã e uma boa história. Vai-se encantando com ela, deixando-se levar pelo amor de uma princesa e um rapaz comum. O vento está presente nos dois cenários: no reino de contos de fadas ele leva recados e perfumes; na cidade grande vela o sono dos meninos sob o viaduto. No final o homem que deu a maçã ao menino lhe entrega o livro, e ele, que nem sabe ler direito, guarda e protege o objeto como um tesouro. Além da história comovente, este livro mostra o poder da literatura e de uma boa história, ou a transformação que pode ocorrer quando alguém que precisa de atenção e de cuidado se humaniza na relação com outra pessoa. [fonte: Editora Duna Dueto]