Rubens Francisco Lucchetti: O fantasma de Tio William [Editora Ática, Série Vaga-Lume]

Título: O fantasma de Tio William
Autor (a): Rubens Francisco Lucchetti
Editora: Ática
Coleção: Vaga-Lume [lista]
Período de Publicação: 1992
Capa: Daniel Muñoz (ilustração) e Ary Almeida Normanha (layout)
Ilustrador (a): Daniel Muñoz
Edição Original: O fantasma do Tio William, 1974 (folhetim: 1940), Brasil, Editora Cedibra

Sinopse: Magda corre o risco de ser abandonada pelo marido, pois não consegue ter um filho. Inesperadamente, recebe a ajuda de um fantasma inglês com uma fórmula milagrosa. (fonte: site da editora, junho de 2004) Magda ama John, que talvez ame Carmen, que também se chama Filomena e acha a vida um teatro. Nessa confusão, retratos ganham vida, o fantasma de tio William anda a cavalo e uma fórmula secreta põe tudo de pernas para o ar na britânica mansão da família Winston. É uma trama que tem o charme de algumas décadas atrás, num mundo elegante que Rubens Francisco Lucchetti, com muito pique e bom humor, revive para os leitores da Série Vaga-Lume. E então, vamos embarcar nesta história? (fonte: contracapa do livro)



Notas: O livro foi publicado originalmente em formato folhetim (capítulos em edições de jornais ou revistas) na década de 1940. Na década de 1950 foi adaptado como radionovela. Sua primeira edição no formato de livro foi publicado em 1974 pela editora Cedibra. Publicado originalmente para o púbico adulto, foi adaptado pelo autor para o público juvenil da Série Vaga-Lume.

Prefácio: Uma história que resiste ao tempo

Um dos mais calejados escritores brasileiros, Rubens Francisco Lucchetti, paulista nascido em Santa Rita do Passa Quatro e criado na capital do Estado, escreve há cerca de meio século. Nessa longa e ininterrupta atividade profissional, vem produzindo romances, contos, histórias em quadrinhos e roteiros para cinema, rádio e televisão.

Autodidata (só completou o primário), foi alfabetizado pela mãe, que usava a Bíblia como cartilha. A partir daí, o menino viciou-se em leitura: todo o dinheiro que ganhava vendendo sucata recolhida nas Indústrias Matarazzo ia para a compra de livros de aventura. A essa alegria somou outra: o cinema, paixão que, garoto nos anos 30 e 40, descobriu nas salas de exibição de seu bairro, a Lapa.

Lucchetti tem por este Fantasma de tio William um carinho todo especial. “Imaginei a história no começo dos anos 40, contando-a para distrair minha irmã, a qual sofria de uma doença que cedo iria levá-la. O livro tem muito de minhas lembranças da Lapa daquela época: os guardas-civis, com quem eu gostava de conversar; o gostoso bonde aberto que saía da rua Doze de Outubro e ia para vila Anastácio; os passeios de domingo a Pirituba, onde os funcionários ingleses da São Paulo Railway tinham suas mansões e jogavam críquete... São quadros inesquecíveis, que me esforcei por passa-los ao leitor.”

Desde seu aparecimento, tio William não deixou de fazer das suas: foi folhetim na década de 40, radionovela na de 50 e livro na de 80, divertindo três gerações. Agora, reescrito especialmente para a Série Vaga-Lume, chega aos anos 90, forte e sacudido.

Com vocês, o fantasma!

Um comentário:

  1. Ótimo trabalho. Aproveitei muitas informações do seu blog para o cadastro das minhas obras. Muito obrigado!

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