Açúcar amargo (Luiz Puntel)

capa 1 (1986-1992)
Capa criada por Jô Fevereiro (ilustração) e Ary Almeida Normanha (layout) para o livro Açúcar amargo, do escritor brasileiro Luiz Puntel (1949-xxxx), publicado no Brasil entre 1986 e 1992 [capa 1] e entre 1993 e 1998 [capa 2] pela editora Ática, dentro da coleção Vaga-Lume. Publicado originalmente em 1986. Ilustrado por Jô Fevereiro.

Sinopse: Trabalhar e estudar não é fácil. Principalmente quando se trata do difícil trabalho dos boias-frias nas lavouras de cana. Mas é essa a realidade em que vive, e é nela que Marta vai perceber o sentido da luta social e do amor. Em Açúcar amargo, Luiz Puntel retrata com sensibilidade a vida dos trabalhadores rurais, pela perspectiva de uma jovem decidida. [fonte: contracapa da edição publicada em 1993]

A jovem Marta tem sua vida transformada após um trágico acidente que culminou na morte de seu irmão. Abalado, seu pai Pedro decide mudar de cidade e viver da colheita da cana. Ele culpa Marta pela perda do filho e a impede de estudar. Os dois passam a viver constantes desentendimentos. Decidida, a jovem vai atrás de seus sonhos e enfrenta a dura realidade da vida como boia-fria, enquanto lida com as mudanças e desejos típicos da adolescência. Aos poucos, ela entende a necessidade e a importância da luta social para conquistar seus direitos. [fonte: site da editora, link visitado em abril de 2013]
capa 2 (1993-1998)

Se você não conhece a dura vida dos boias-frias - pessoas que trabalham no campo em troca de um pagamento muito baixo -, o título deste romance pode parecer um pouco estranho. Porém, esta história vai fazê-lo compreender que até o açúcar pode ser amargo. Nem por isso a aventura narrada por Luiz Puntel deixa de ter um lado doce e agradável, com personagens como Marta, uma jovem que estuda, trabalha duro, e ainda assim encontra tempo para amar e ser feliz. Você vai descobrir que a união faz verdadeiramente a força, quando vir os boias-frias da região da cidade de Guariba, em São Paulo, resolveram lutar por seus direitos de trabalhadores, num episódio baseado em fatos reais. Você vai se emocionar com Açúcar amargo, um livro que mostra a realidade nem sempre alegre de nosso país. [fonte: prefácio, "Uma aventura da vida real", da edição publicada em 1993]

Oi, pessoal! Este é o Seu Pedro. Imaginem só: ele corta muita cana, mas recebe pouca grana! É por isso que os bóias-frias, essa gente que trabalha nas colheitas, resolvem se unir e lutar por uma vida melhor. É, mas às vezes sai briga! E tem muita gente que vai tomar parte nesta luta: a Marta, filha do Seu Pedro, moça muito corajosa e que gosta de estudar. Tem também o Mudinho, personagem misterioso, que vai dar o que falar. E então? Vamos ler agora mesmo para desvendar a história toda? [fonte: orelha da edição publicada em 1986]

A capa do livro pela coleção Vaga-Lume sofreu pequenas alterações no layout em 1993 (conforme pode ser visto nesta postagem) e em 1999.
contracapa (1993-1998)

A história narrada no livro, apesar de ser ficção e os personagens criados pelo autor, tem como pano de fundo histórico o inédito, na época, levante de mais de 5 mil trabalhadores do corte de cana, conhecidos como boias-frias, que ocorreu na cidade de Guariba, estado de São Paulo, na tarde de 15 de maio de 1984. Os trabalhadores se reuniram em frente à igreja matriz da cidade para protestar contra a mudança de pagamento do corte de cana, que aumentou de cinco (1,40 metros) para sete ruas (2,80 metros), causando um maior desgaste físico e menor produção aos trabalhadores. A manifestação terminou em correria, quebradeira e intervenção da polícia, resultando em uma morte (Amaral Vaz Meloni de 46 anos) e 40 feridos. Com repercussão internacional, os trabalhadores liderados por José de Fátima Soares, na época com 27 anos e presidente do sindicato, entraram em greve, exigindo a criação de um piso salarial, registro em carteira, fim dos “gatos” (empreiteiros que os escravizavam), transporte em ônibus (ao invés do precário caminhão "pau-de-arara", usado na época) trabalho na entressafra (em outras lavouras), o fornecimento dos equipamentos de trabalho e segurança (luvas, facão, podão, botas e meias) e o mesmo tipo de pagamento que os adultos recebiam por quilo de cana cortado para as mulheres e os maiores de 16 anos. Leia mais no site Brasilagro (link visitado em abril de 2013).
orelha, por Edu

O livro é dividido em 27 capítulos: (1) Pensando em namorados, (2) O tempo de brincar de casinha já passou mesmo, (3) De tudo fica um pouco, como diria o poeta Drummond. Mesmo que seja um beijo roubado, (4) Mas, porém, contudo, entretanto, a vida está mesmo cheia de conjunções adversativas, (5) Marta preferia ser suspensa ou expulsa da escola a ouvir aquilo, (6) Suspende o suco de laranja! Sai um chope gelado! (7) Suspende o chope! Sai um caldo de cana, (8) Mas nesta casa quem decide tudo é o pai?, (9) Marta seria mesmo a culpada?, (10) Uma professora descomplicada, (11) Sangue do mesmo sangue, (12) Um "mineiro" que trabalha em silêncio. Um farmacêutico apaixonado. Uma garota ciumenta, (13) Cuidado com o Mudinho, peãozada!, (14) As confidências de Marta, (15) Lugar de mulher é em volta do fogão, (16) Um pé de cana não forma um canavial, (17) Há amor nos olhos de Marta, (18) Marta tem ciúmes de Mudinho, (19) O Mudinho falou? Mas como?, (20) Marta, finalmente mulher, (21) Marta é roubada, (22) Unidos, somos fortes..., (23) Não tem homem aqui, não?, (24) A greve, (25) Um tirinho à-toa?, (26) Três dias de tensão, (27) Agora é que a história começa.

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