O poço do Visconde (Monteiro Lobato)

Capa criada por Osnei e Hector Gomez para o livro O poço do Visconde, do escritor brasileiro Monteiro Lobato (1882-1948), publicado no Brasil a partir de agosto de 2010 pela editora Globo (a partir de 2012 pelo selo Globinho), dentro da coleção Monteiro Lobato – Obra Infantojuvenil. Publicado originalmente em 1937. Ilustrado por Osnei e Hector Gomez.

Sinopse: Novidades no Sítio do Picapau Amarelo. Agora a turma resolveu procurar petróleo no meio do pasto. Mas como cavar a rocha dura? Com a força do rinoceronte Quindim, a sabedoria do Visconde e as soluções sempre criativas da Emília, tudo é possível. Além de muitas descobertas, neste livro alguns conceitos foram atualizados e comentados para ajudar você a aprender coisas incríveis sobre geologia, a ciência que estuda os minerais, e o combustível que faz o mundo rodar. [fonte: contracapa do livro]

Vocês já perceberam, é claro, que se trata do Visconde de Sabugosa, o poço de profunda sapiência sabugal do Sítio do Picapau Amarelo. Só que o poço aqui é outro, mais profundo – e haja profundeza nisso! É o que você vão descobrir com a conversa “geológica” desse sabugo científico, sobre o cada vez mais importante e disputado “ouro negro”: Sua Excelência o Petróleo! Tão estimulante e reveladora conversa chegou a causar um megarrebuliço na turma do Sítio da Dona Benta. Tanto assim que o Pedrinho, para espanto geral, decidiu entrar em ação imediata, ali mesmo, no próprio sítio! Era ali que seria feita a primeiríssima perfuração do primeiro poço de petróleo do Brasil. Dito e feito! E essa notícia sensacional produziu um efeito tsunami em toda a imprensa do país. Os repórteres acorreram em massa, incrédulos, achando que tão formidável e caríssimo projeto era impossível! Mas o que é impossível no Sítio do Picapau Amarelo? Perguntem à Emília, que tem todas as respostas tão... tão lobatianas! Mas antes quero contar a vocês que, na época da aventura petrolífera do poço do Visconde, eu mesma – garota estudante de uns 16 anos – vivi a minha própria aventura petrolífera! Foi há muitos anos, vocês nem eram nascidos... Mas eu, contagiada pelo entusiasmo de Pedrinho, aderi “com tudo” ao belo movimento cívico, conhecido até hoje como a campanha “O petróleo é nosso”. Só que naqueles tempos, digamos complicados, não era permitido falar no “inexistente” petróleo brasileiro. Era até perigoso: o próprio Monteiro Lobato chegou a ser preso por insistir nisso! Mas eu, junto com tanta gente boa, assinei listas e listas daquele “manifesto” – sem dar bola para a proibição. E notem bem, sem recorrer ao emiliano jeitinho do Faz de Conta” (Tatiana Belinky) [fonte: orelha do livro]

Lançado pela primeira vez em 1937, O poço do Visconde foi a forma que Monteiro Lobato encontrou para levar às crianças a campanha pelo petróleo que vinha difundindo de Norte a Sul do país. Ao mesmo tempo, dentro do projeto pioneiro de literatura paradidática do escritor, o livro vinha possibilitar o aprendizado da geologia, a ciência que estuda os minerais, de forma prazerosa e divertida. Um ano antes, através de O escândalo do petróleo, dirigido ao público adulto, Lobato havia registrado sua luta em defesa da exploração do óleo combustível por empresas nacionais e da soberania do Brasil no setor. Agora, com O poço do Visconde, buscava sensibilizar os jovens leitores quanto a importância do tema para o progresso da nação. [fonte: site da editora]
contracapa

Essa edição do livro contém um prefácio intitulado “Lobato e o petróleo nacional”, escrito por Fernando Vedovate, Mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo. Além disso, o livro possui várias notas no decorrer da narrativa atualizando as informações escritas por Lobato de acordo com as descobertas posteriores na área. No final da edição, existe um anexo, “Do sonho à realidade”, com mapas, esquemas e ilustrações que mostram com foi formado o petróleo no subsolo do planeta, como é feita a perfuração de poços e a extração do petróleo, como é feito o refino e quais são seus principais derivados, além de visualizar as mais importantes jazidas e áreas produtoras do mundo.

Adaptações para televisão: Sítio do Picapau Amarelo (1952-1962, série, TV Tupi), Sítio do Picapau Amarelo (1964, série, TV Cultura), Sítio do Picapau Amarelo (1967-1969, série, TV Bandeirantes), Sítio do Picapau Amarelo (1977-1986, série, TV Globo), Sítio do Picapau Amarelo (2001-2007, série, TV Globo) e Sítio do Picapau Amarelo (2012-2014, série animada, TV Globo).

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